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terça-feira, 19 de abril de 2011

Pra se esquecer...



Existem coisas que ficam guardadas no silêncio das palavras não ditas e das respostas não recebidas.

Da ausência de aconchego, da rigidez de uma falta de carinho.


Nos encontros perdidos no tempo e nos abraços soltos ao vento.


E, sim, existem pessoas q nos marcam exatamente por isso: 


Pela falta de tudo, em tudo, para tudo!



... dessas nós também vamos nos lembrar... 

Mas durante um tempo certo pra poder esquecer!




quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu tô ficando com saudades...

E por isso eu eu acordei com essa música na minha cabeça...
E pra espantar essa sensação que vem desse desejo no meio do caminho, eu canto!

"Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu..."
Oh, amor... você tá tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Volta!? Chega mais perto!?
Esquece as coisas da vida e vem cá...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Derramamento

Há tempos algo não me tirava tanto do lugar como o acontecimento da passagem do meu cumpadre Leléo. Hoje me vejo aqui revirando coisas, pesamentos, acontecimentos, histórias, momentos... Razões pelas quais não se explica a vida, mas pelas quais vale a pena se viver.
Não há muito o que justificar, eu fico pensando...
Pq seja lá como e com qual intensidade, já foi vivido.

Ontem me peguei pensado em como nos enganamos com as verdades absolutas e como elas podem nos dizer nada de coisa alguma ao mesmo tempo.
Pq nada é tão certo que não possa estar totalmente errado, não é!?
Buscamos sempre o melhor caminho e por vezes ele pode estar no caminho errado do outro, mas nem por isso ele deixa de ser certo.
Certo!?

Juízos de valores não cabem aqui em mim agora. Não nesse monento em que sou completamente invadida por tudo o que é memória de uma história compartilhada e partida pelo que hoje me parece pequeno diante do inevitável da morte.
Essa certeza absoluta, inquestionável!
E mesmo ela, a morte, pode ser questionável pq acredito que ainda existe um outro lugar...
A história não termina aqui.

Me pergunto muitas vezes: - Pq vim? Qual é o meu lugar nesse conto...? Qual é o meu papel nessa peça?
Acho que talvez, num segundo final eu venha a ter a resposta...
Agora não adianta forçar resposta, nem quebrar a cabeça tentando encaixar as peças.

... Como será não ter mais o peso do corpo na alma!?
Ah, tá aí uma coisa que meu cumpadre deve ter curtido, a sensação de ser livre!
Até pq ele já o era!

EVOÉ, Leléo!


... não termina por aqui...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E lá se foi mais um cara DUKARAIO!!!

Oh, cumpadre querido...
Por que tão cedo foi deixar o palco da vida, moço!?
E assim... tão de repente sem deixar a gente dar aquele abraço apertado?
Mas se era pra acontecer de acabar o ato, o som daqui... deste plano... então que seja lindo onde você estiver!
Porque sei que vai tocar todas as músicas do mundo lá... Lá onde você vai estar daqui pra frente a nos olhar.
Vai com Deus, cumpadre Leléo!
Foi lindo e doce, viu!?
Até...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Para aquela que sempre me fará falta...

Hoje minha avó materna completaria 82 anos...
Ela que há tempo demais foi embora...
Eu, que há tempo demais sinto a falta dela...
Hoje eu canto parabéns pra você, Dona Gema!
E te dedico este dia 17 de Agosto pra sempre.

Lembro dela dançando tango sozinha e sorrindo... Ela era feliz!
E eu a olhava, pequena sentada no sofá brincando com suas coisas...
Minha linda avó que tão cedo me deixou...
Pra vc...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Na distância...

Vem o medo do escuro...
A paura da solidão...
Acontecem as horas de tristeza...
Os momentos de esquecimento...
A dor de não ter o toque...
A falta da pele...
A ausência do cheiro...
A secura do beijo...
O pensamento de ser esquecido...
Na distância fica o vazio e dá medo de criança!



domingo, 25 de julho de 2010

Dias sem ela...

Descubro que saudade é coisa concreta.
Que vem aproximando... Pode-se pegar no ar!
Como comer doce amargo que deixa gosto permanente na boca.
Atravessa o tecido da roupa e cola na pele.
Corta o tempo e faz mais longa as horas... cortando a existência e gritando por presença!
Aiaiai...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dias de saudades...

Muitos pensamentos martelando na cabeça...
No meio de sensações diversas de possíveis perdas sou banhada por memórias.
Ela, Gema... Ele, Jaime... Eu, a neta!
Saudades de beijos, tangos, doces, abraços, filmes, mãos dadas...
Saudades dos cheiros que ainda me aparecem em dias de muita falta...
Avós que amei, que amo, que guardo na memória do órgão que pulsa... pulsa... pulsa...
Saudades do amor de vó, do afago de avô...
Saudades de chegar correndo na casa grande e pegar copo de coca-cola gelada pra comer com quibe frito.
Correr no quintal, sair zunando pra ser a primeira a dar o beijo na bochecha macia com cheiro de pós-barba...
Fingir dormir pra ver avó pegando cobertor quentinho pra cobrir a gente e ganhar beijo na testa...
Ver ela dançar tango sem par morrendo de rir...
Vasculhar caixas de sapatos, blusas de botão chics dos ternos de doutor advogado...
Brincar com pastas, batons, cremes, casacos, camisolas, vestidos...
Dar risada dos causos antigos das pessoas de passados distantes de mim... Mas sempre da familia!
Ah... porque eles tem que partir!?
Pra deixar esse vazio repleto de lembranças que me pegam sempre em momentos distraídos...
Amo pra sempre!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Texto para Odete - Em 14/10/2002

Silêncio...
Aquilo que me sustentava estava aqui há pouco. 
Eu sei. Estava aqui para me manter de pé, eu a rocha.
Mas já não está. Se foi e, no entanto permaneço... 
Não foi preciso. Então, não era preciso.
Mas era meu ponto de equilíbrio, minha segurança, minha prisão consentida, limitada. 
Limitando-me, tornando estável, sólida.
Estava aqui há pouco. 
Mas... E agora?
Se tivesse força, romperia com as mãos. 
Permaneceria livre.
Tenho medo!
Medo do que posso ver, do que está do outro lado.

É necessário falar baixo para que eles não saibam do que sei. Eu sei... Sei de tudo. 
Senhor! Tira-me do peito isso que arde, me tira essa visão colada da retina, me põe de volta, me toma a fala, me põe louca. 
Salva na insanidade. 
Segura na mão de uma criança; dá-me a mão da criança, mãos infantis de salvação.
Mas é inevitável... Chega a hora... 
Por mais que eu queira o tempo estrangular, por meus dedos ele escorre. 
Mas o que dizer, nada sei. É inevitável. 
Tenho que dizer é tempo de falar, gritar... 
Escutem... Escutem...
A criança que tenho nos braços me rouba o seio esquerdo para se alimentar e no direito dorme tranquila...
Busca gotas d’água para me matar a sede e me trazer vida. 
A criança que tenho nos braços sou eu menina.


Para a atriz Fernanda Kahal... de quem tenho saudades de ver!

Me emociona quando ouço...



Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

No tempo do Café com leite...

Era São Paulo e Minas revezando no poder...
Era leite com café tudo misturado...
Era ocê procê pra vosmicê com vossuncê...
Era eu e você...
Lá e cá era pertim demais da conta, mano...
Era vontade de ficar ligado num caminho de pista dupla com pedágio e tapete seguro pra chegar mais rápido.
Lembrança boa de se ter...
Causo bom de se contar...
Amiga boa de reencontrar...
Amigo mineiro paulistando pra saudade apertar...
Sobrinha branquela dos óio azul pra tia de longe amar...
E a lembrança boa de uma dança de paulista e mineira pra eternidade guardar!
Eta trem doido, sô!!!

domingo, 16 de maio de 2010

Só...

Tanta coisa se passa aqui agora neste exato momento.
Neste momento em que escrevo e lhe vejo sentada em frente a tela grande teclando...
Minhas memórias de ontem... Havia tempo que não me aparecias daquela forma! - e como me faz falta, amor...
Lembranças dos momentos de encontros, músicas, surpresas, horas para se perder sobre lençóis brancos nas manhãs ou tardes de sol ou chuva... Nada importava!
Minhas saudades de começos... Pressas e necessidades boas para peles e desejos!
Nossas declarações cantadas em verso e prosa... Tudo era lembrança!
Ah... mas o tempo existe!
E preciso ter calma.
Preciso buscar entender que somos diferentes...
E por isso mesmo temos necessidades diferentes!
E por mais que isso me pareça estranho, preciso saber que somos duas...
E não uma coisa só!
E preciso também saber esperar... Porque em alguma hora você vem!
Você vai desligar tudo e vir.
E eu vou estar aqui para lhe aquecer os pés, as mãos... o corpo!
E aí você vai dormir abraçada em mim como uma criança pequena...
E será amada.
Mas enquanto você não vem... Sou eu aqui a divagar sozinha... tão perto e tão longe!

terça-feira, 30 de março de 2010

Em 2003... SOS!


Volta logo!
Anda!
Não tá percebendo a necessidade?
Não é possível que você não vê que corro risco aqui sozinha?
Por favor, diz que volta.
Olha o mundo é muito grande,
Muito cheio de pessoas.
Nossa história só tava começando...
Agora tenho que lidar com essa ausência.
Anda, volta!
Vem tomar o seu lugar ao meu lado.
To sentindo muito a falta.
Falta da segurança, do beijo, da pele...
Eu tava me acostumando com ela.
Eu tava me habituando a você.
Esquecendo aos poucos do resto do mundo.
Do resto que ainda tinha em mim do mundo.
Volta! To com muito medo.
As pessoas estão se tornando cada vez mais visíveis,
Não tenho mais tanta certeza do desenho do seu rosto.
Já não me é tão presente o som da sua voz...
Tá cada vez mais longe dos meus ouvidos.
Ando amando o toque que mensagens fazem no meu celular.
Tenho sonhado com telefones...
Eu tava começando a lhe decorar as manias, lembra?
Ainda não era a hora de ir.
Ainda não!
Vai, volta!
Volta por que senão eu não vou mais poder lhe reconhecer.
Volta porque senão eu não vou conseguir noites lindas!
Volta que eu quero você me suprindo a carência sua.
Volta porque eu preciso da sua paz.

Escrito em 28/07/2003...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pra quem eu rezo

Na minha casa tem um altar.
Ele fica escondido... Só eu sei.
Mesmo porque só a mim importa.
Nele habitam em harmonia uma imagem de São Jorge (que me foi dado por dois amigos que amo. Ogunhê, meu pai!), uma pequena imagem de Jesus menino (que foi da minha avó), duas imagens de Santa Rita de Cássia (minha tia-avó sabe que gosto da santa. Uma delas brilha no escuro!) e uma imagem de Padim Ciço (trazida pra mim depois de uma viagem, por uma amiga, mais que amiga, minha irmã e hoje comadre.)
Todos lá!
E além dos que lá estão representados tenho meus anjos pessoais: Vó Gema, Vó Dina, Madrinha Rosa e Seu Jaime!
Meus amores na terra que agora lá no céu vivem...
Fazem falta aqui... Mas quando as coisas apertam... quando não tenho mais a quem recorrer lá estão eles.
Pra quem eu rezo, com quem eu converso, peço conselhos...
Até porque santo precisa de ajuda!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eta Saudade!

Saudades de ser várias pessoas...
De poder contar histórias...
Encontrar com outros olhos...
Ver e ouvir largos sorrisos ou sentidas lágrimas...
Saudade de ser atriz e subir no palco.
Ser atriz somente.

E esperar o terceiro sinal para poder encontrar com você.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não é um dia especial

Pois então... Hoje dia 20 de outubro de 2009 é um dia qualquer...
Sem nada demais pra comemorar... sem taça nenhuma pra brindar...
Sem vinhos ou músicas... sem filme bom na tv... nada de pipocas hoje.
Hoje não é dia de conchinha... Não vai ter risos de noite... bem provável que nem nos vejamos hoje.
Hoje é terça-feira de um dia normal, nublado e com possibilidades de chuva a tarde.
Você não foi pra natação... eu acho que ainda vou pra minha...
Mas marquei salão pra fazer o pé, a mão e uns reflexos no cabelo.
É bem provável que hoje eu nem vá nadar também...
Já conversei com alguns amigos pela manhã... já te liguei pra falar bobagem do tipo: - Bom trabalho!
Realmente hoje não tem nada de especial...
Agora estou aqui sentada tentando me expressar da melhor forma possível pra você ler...
E o motivo é bem simples, bobo mesmo!
Porque nada disso que eu vou escrever aqui é novidade ou algo de extraordinário.
Não tem nenhum peso para a ciência ou para a humanidade...
E muito menos vai mudar a sua vida, ou até mesmo a minha...
Não, a minha muda sim.
Aliás já mudou... há um tempo... já mudou!
E sim, pra mim o que vou escrever agora muda tudo em relação a muita coisa.
Muda o que eu sou hoje e porque eu sou isso que você vê e sabe hoje.
E é tudo na verdade muito simples.
Sem grandes cambalhotas ou rodeios.
Sem grandes suspenses... nem grandes tesouros.
É isso que você vê aqui quando pousa os olhos sobre mim.
É o que acontece quando me toca provocando arrepios sem fim na minha pele.
É o sorriso que sai virando gargalhada pra você rir junto.
Hoje não é um dia especial, mas eu queria lhe dizer aqui nestas palavras que sinto saudades de você.
E que te amo como nunca amei ninguém.
E Muito Obrigada por tudo até aqui!