Como diria Caio:
"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada"
Porque é nesse turbilhão que se vive.
Nas intensidades que prefiro estar.
Então... Ao menos doce... e se puder maravilhoso!!!
"... me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço..." CFA.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
terça-feira, 30 de março de 2010
Em 2003... SOS!
Volta logo!
Anda!
Não tá percebendo a necessidade?
Não é possível que você não vê que corro risco aqui sozinha?
Por favor, diz que volta.
Olha o mundo é muito grande,
Muito cheio de pessoas.
Nossa história só tava começando...
Agora tenho que lidar com essa ausência.
Anda, volta!
Vem tomar o seu lugar ao meu lado.
To sentindo muito a falta.
Falta da segurança, do beijo, da pele...
Eu tava me acostumando com ela.
Eu tava me habituando a você.
Esquecendo aos poucos do resto do mundo.
Do resto que ainda tinha em mim do mundo.
Volta! To com muito medo.
As pessoas estão se tornando cada vez mais visíveis,
Não tenho mais tanta certeza do desenho do seu rosto.
Já não me é tão presente o som da sua voz...
Tá cada vez mais longe dos meus ouvidos.
Ando amando o toque que mensagens fazem no meu celular.
Tenho sonhado com telefones...
Eu tava começando a lhe decorar as manias, lembra?
Ainda não era a hora de ir.
Ainda não!
Vai, volta!
Volta por que senão eu não vou mais poder lhe reconhecer.
Volta porque senão eu não vou conseguir noites lindas!
Volta que eu quero você me suprindo a carência sua.
Volta porque eu preciso da sua paz.
Escrito em 28/07/2003...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Quando não há mais pra onde correr
Tem um certo momento em que não adianta ficar adiando.
Tem certas horas que não é mais possível fechar os olhos.
Tem acontecimentos que nos impulsionam para um lugar que muitas vezes não queremos ver.
Acontece, meu caro, que nessas horas não há mais lugares onde se esconder.
Não há esconderijo.
Aqueles dainfância já não te cabem mais e podem ser perigosos a curto prazo!
Os daadolescência... São tão pequenos e traumáticos que é melhor você ficar longe.
Então, pra que correr?
Vai lá e encara.
Não lhe digo que será fácil, muitas vezes vai doer como uma porrada, mas vai lá!
E, olha, lhe escrevo isso porque eu preciso de ler isto.
Porque cheguei num ponto em que alguma coisa terá que acontecer.
Porque também estou num lugar de decisão, de ponto de mundaça.
Mudar não é fácil e requer muito esforço.
São caixas e caixas de coisas para serem guardadas... Vai limpar suas gavetas e tirar a poeira do corpo.
Você vai ter que andar muito pra sair do lugar e isso vai dar fadiga, mas mesmo assim... Vai lá!
Paga pra ver!!!
E não espere que venha de alguém, porque não virá.
Não reze pedindo aos céus, porque a coisa é terrena demais.
Não fique plantado na frente do computador porque não é pela rede que terá a resposta.
Pela televisão muito menos.
Não virá uma carta, nem um manual lhe contando os segredos.
Essas coisas tem que se viver.
Então, vai, sai desse lugar, abre a porta!
Escuta o que lateja dentro e deixa isso te mover.
Quando não há mais para onde correr... levanta a cabeça, respira fundo e segue.
Tem certas horas que não é mais possível fechar os olhos.
Tem acontecimentos que nos impulsionam para um lugar que muitas vezes não queremos ver.
Acontece, meu caro, que nessas horas não há mais lugares onde se esconder.
Não há esconderijo.
Aqueles da
Os da
Então, pra que correr?
Vai lá e encara.
Não lhe digo que será fácil, muitas vezes vai doer como uma porrada, mas vai lá!
E, olha, lhe escrevo isso porque eu preciso de ler isto.
Porque cheguei num ponto em que alguma coisa terá que acontecer.
Porque também estou num lugar de decisão, de ponto de mundaça.
Mudar não é fácil e requer muito esforço.
São caixas e caixas de coisas para serem guardadas... Vai limpar suas gavetas e tirar a poeira do corpo.
Você vai ter que andar muito pra sair do lugar e isso vai dar fadiga, mas mesmo assim... Vai lá!
Paga pra ver!!!
E não espere que venha de alguém, porque não virá.
Não reze pedindo aos céus, porque a coisa é terrena demais.
Não fique plantado na frente do computador porque não é pela rede que terá a resposta.
Pela televisão muito menos.
Não virá uma carta, nem um manual lhe contando os segredos.
Essas coisas tem que se viver.
Então, vai, sai desse lugar, abre a porta!
Escuta o que lateja dentro e deixa isso te mover.
Quando não há mais para onde correr... levanta a cabeça, respira fundo e segue.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
PARA ALGUÉM PRESTES A PULAR NO PRECIPÍCIO... (2007)
Ele – É preciso ter muita coragem! Muita.
Ela – É preciso estar completamente desesperado!
Ele – Porque você acha que é desespero e não coragem?
Ela – Porque não é um ato de bravura é desespero. É uma situação de limite!
Ele – Você realmente acredita nisso que acabou de me dizer?
Ela – Acredito!
Ele – Você não entende! Você não sabe, nunca esteve diante do nada e no nada se lançou!?
Ela – Não. Tenho os pés no chão e sei que é o melhor jeito de se estar neste mundo!
Ele – É uma pena! Uma pena realmente você ser tão... Cravada no chão!
Ela – Por que você diz isso?
Ele – Porque é realmente uma pena conhecer alguém que nunca se lançou, nunca se entregou as coisas de um precipício.
Ela – Eu não preciso disso para viver!
Ele – É talvez não precise mesmo. Algumas pessoas não precisam. Passam pela vida desse jeito e acham que com isso saem ilesas das coisas do saltar, do se lançar, do estar nas nuvens!
Ela – Eu não preciso de me lançar para saber que no final existe o chão! Eu prefiro estar nele, com os pés nele!
Ele – Então é isso; você nunca saberá o que é correr o riso de estar pleno.
Ela – Como assim?
Ele – Assim.
Ela – Espera! Você vai pular agora? Aqui na minha frente!
Ele – Vou. E eu queria que você pulasse comigo. Pula comigo!?
Ela – Mas eu não posso!
Ele – Por que não pode? O que te impede de ir comigo, de se lançar comigo?
Ela – Eu prefiro ficar aqui.
Ele – Então eu vou. Mas fique sabendo que não volto mais. Eu me lançarei e quando isso acontecer nós dois estaremos separados para sempre, entende!?
Ela – Mas então por que você quer ir se vamos nos separar?
Ele – Porque eu te amo!
Ela – Mas se me ama então fica!
Ele – Não posso!
Ela – Você é um egoísta, sabia?
Ele – não acho que seja um egoísmo. Eu estou aqui do seu lado te pedindo pra pular comigo pra sermos plenos juntos. Eu quero compartilhar com você! Eu quero que nos deixemos cair nesse precipício que é muito maior e muito mais bonito do que esse chão, que esse lugar.
Ela – Mas você não entende que eu tenho medo!
Ele – Mas eu também tenho medo! Quem lhe falou o contrário?
Ela – Você falou em coragem...
Ele – E você em desespero!
Ela – Mas...
Ele – Pula comigo!? Não vê que eu te amo! Que quero estar com você não importa o quanto isso me deixe com medo. Eu quero estar com você!
Ela – Mas eu tenho medo!
Ele – E eu tenho amor demais...
Ela – Mas eu tenho medo de me machucar quando o chão chegar...
Ele – Mas o chão vai chegar... Uma hora ele sempre chega!
Ela – E aí? E quando o chão chegar...
Ele – Nós vamos nos levantar, eu vou beijá-la, vou cuidar de você e você também vai cuidar de mim. Então, vamos subir vários lances de uma outra escada, que não essa, vamos nos olhar nos olhos e antes de pularmos novamente vamos repetir tudo isso o que acabamos de dizer... Até que chegue o dia em que nada mais fará sentido...
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