terça-feira, 30 de junho de 2009

Metafórica, um texto para Raquel Pedras.

Escrevi esse texto em 2001.
Esse foi um texto que nasceu para fechar uma história que já estava no fim...
Em 2002, durante a 3ª edição do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, inscrevi o texto para apresentá-lo como uma cena. Na época uma grande atriz e minha amiga estava passando por um momento semelhante ao meu. E como ainda não haviamos trabalhando juntas, resolvi dar a ela esse texto e ela se tornou a Metafórica nos palcos...

ELA - Vou embora! Olha, quando eu me virar não volto mais. Ouviu? É isso mesmo, vou embora definitivamente. Arrumei a mala, coloquei o quarto em ordem, troquei os lençóis, agüei as plantas, e até fiz as compras da semana. A geladeira tá cheia, não precisa preocupar. Tem uma lista na geladeira que diz onde está o quê, mesmo porque do jeito que você é sem ela era capaz de ficar anos sem nem saber o quê está aonde. Meu Deus! Fiz compra pra dois. Acho que por um bom tempo eu ainda vou pensar as coisas assim, em dobro. Passei a maior parte da vida pensando em um, aí de repente aparece você e... Tenho que me acostumar a somar sempre mais um ficando dois, e agora subtraio de novo e volto ao um. Nunca tinha pensado por esse ângulo: Relacionamento é matemática. E olha que eu sempre fui péssima em matemática. Gostava mais de português, história, literatura... Muito mais de literatura. Gostava particularmente das metáforas. Adoro metáforas. Aliás, sempre fui uma pessoa de metáforas. Sabe essa coisa de falar uma coisa aparentemente simples, mas, na verdade a coisa é cheia de significados subentendidos, pois é, adoro! O problema é que nem todo mundo entende. E aí fica aquela coisa no ar, pairando, sem ninguém entender. E acaba sendo meio frustrante pra quem faz a metáfora. Fica parecendo piada fora de hora e sem a mínima graça. Lembro de uma vez em que você soltou uma metáfora tão metáfora que nem eu sei se você sabe que foi uma metáfora. Afinal, nunca soube ao certo da dimensão de seu entendimento diante das metáforas. Mesmo porque era o silêncio sempre a falar mais alto. Você estava lindo na varanda olhando a noite, com um ar perdido... Parecia de mentira, e eu te olhando e pensando: “Meu Deus!” E depois de um silêncio infindo você falou a seguinte frase: “Para mim existem dois tipos de pessoas no mundo: as que dão cambalhotas e as que não dão cambalhotas”. Acho que neste momento eu parei de respirar. Foi quase um suicídio por asfixia, eu queria morrer! Fiquei te olhando e pensando: “Meu Deus!”. Ali, calada tentando decifrar aquela frase enigmática. E você, impassível, certo, assim meio esfinge, do tipo “decifra-me ou...”. E eu ali, tentando captar alguma coisa no ar. Sem conseguir mexer um músculo, com a boca seca! Sabe que foi a primeira vez que uma frase teve eco. Pois é. Foi aí que eu pensei: “Meu Deus, eu não sei dar cambalhotas!”.

Por esse motivo me matriculei há duas semanas, completas hoje, numa escola de circo. Ou como gosto de dizer: escola de cambalhotas. E também há duas semanas, completas hoje, estou parada neste ponto me preparando para dar a minha primeira cambalhota. Aqui, pra você ver. Antes de ir embora. Por que é preciso. Por que são categorias muito distintas estas de cambalhota. Ou você é uma pessoa que dá cambalhotas ou é uma pessoa que não dá cambalhotas. Não existe uma pessoa de meia cambalhota. Sabe que a coisa é mais complicada do que parece, exige muito do ser humano dar a sua primeira cambalhota. É um compromisso muito sério com sua mente e corpo.

Bom, teoricamente a cambalhota pode ser explicada da seguinte forma: você se agacha, encosta o queixo no peito, impulsiona com os pés levando o corpo para frente e... Deixa rolar. Pronto você deu uma cambalhota. Contudo, se isto não for feito com uma precisão absurda seu trajeto poderá ser desastroso, levando-o a ter uma dor nas costas, cabeça, sem falar a vergonha que terá passado por ter dado ao mundo a pior cambalhota de sua vida. Assunto sério esse de cambalhota.

É, por que o problema não está na cambalhota em si, que pode ser explicada facilmente como já te disse, por que isso é antes, entende, o problema está no durante e no depois. Mais no durante... E também no depois. Está no todo. Na verdade está na metáfora! Fico angustiada quando não entendo uma metáfora. Ainda mais vindo de você! Logo você que nunca falou uma metáfora na vida. De repente me aparece com essa, de cambalhotas. Da onde foi que você tirou isso?! E logo pra mim que não sou, definitivamente uma pessoa de cambalhotas. Desculpa, mas é que eu fico nervosa. Achei que era tudo muito claro entre a gente. Mesmo com as minhas metáforas. Achei que era seguro, pronto, acabado. Não faltava mais nada. Éramos eu e você. Agora somos eu, as cambalhotas e você. Percebe, tem alguma coisa entre a gente. Porque de repente eu não te conheço mais. Não te entendo. É como se naquele dia alguma coisa se quebrasse, partisse em cacos. Você ali, parecendo mentira, lindo, sob a luz da noite, parecendo mentira mesmo e eu pensando: “Meu Deus!”. E de repente... Se quebrô! Só não sei se foi você ou se fui eu. Mas eu tive medo. Só não sei se foi de você ou de mim. Mas eu tive medo. E era um medo tão agudo que me roubava à fala, a força, o desejo. Naquele momento eu te desejei menos, te desejei longe, desterrado de mim. Naquele momento te vi pequeno, ao longe, distante de tudo aquilo que eu acreditava. Porque era tudo tão lindo. A sua chegada na minha vida, toda aquela nossa falta de jeito, eu tendo que me acostumar a somar sempre mais um, eu me transformando, somando: meus livros, seus discos, nossas panelas, minhas metáforas meio fora de hora, seus silêncios infindos, nossas noites na varanda, meus incensos, seus cigarros, nossos vinhos, meus poemas, seus carrinhos de brinquedo, nossa vida que era linda, assim como você parecendo... Mentira. E aí, sem que eu percebesse veio alguma coisa e pronto, me tirou o chão. Eu não era mais aquilo tudo, porque eu não tinha a resposta. Você tinha feito uma metáfora que eu não tinha resposta. Então você também não era mais aquilo tudo, porque de certa forma você não me era mais familiar. Era como se falasse outra língua. E aí naquele momento eu não te reconhecia mais, você era a esfinge esperando para me devorar. Me questionando e eu sem fala, sem respirar, querendo morrer. Até então tudo era como um sonho, que eu acreditava, era a nossa história. Porquê tudo era mágico, entende? Parecia que eu tinha tudo aquilo, e aquilo pra mim era suficiente. Mas você queria mais. E um mais que eu não podia te dar. Não sabia como. Como poderia dar mais? Da onde poderia vir tanta fome, por que me engolir daquela forma. E logo agora. E logo agora... Meu medo é maior. É esse medo que cala, e que conscente tudo. Medo diante das coisas... E logo eu com medo das coisas. Engraçado como elas, as coisas vão tomando forma na vida das pessoas. Tomando importância, se tornando cada vez maior a ponto de ser o todo, total. Como se isso fosse possível! Algumas vezes crescem tanto que acabam por se tornar a própria pessoa. Você perde o seu lugar, percebe? De repente você é aquilo. E já nem sabe mais quem é. Já se foi, se perdeu. E aí? Nada mais cabe, nada mais acalma, nada mais alimenta ou mata a sede. E é tudo, na verdade uma questão de tempo. Até que um dia você acorda vazia, vazia desse todo. Você é o que? Não importa, já se foi, se perdeu. Não tem volta. A maior metáfora que existe: você é a metáfora. Engraçado isso. Isso de tomarmos a pessoa pela obra, um objeto por outro... Isso de tomarmos as pessoas pelo... Sei, fui tomada. Tomada pelo... Pelo que acreditava. Perdi meu lugar, sou definitivamente aquilo. Eu fui me tornando a metáfora. Nada cabe mais, nada mais me alimenta ou mata a minha sede. Sem caminho de volta. À minha frente tudo é o mundo, e eu a ele me misturo. Quase tão passiva como o todo que segue ao sabor do vento. Isso de ser todo me incomoda. Isso de não ter braço, não ter pernas, não ter cabeça, sem as mãos, sem sangue nas veias que por sinal não existem... Essa coisa sem órgãos, sem organismos, sem ordem, sem organização. Essa coisa solta. No todo, perdida. Invisível. E tudo isso porque a coisa foi tomando forma, a minha forma. Tomando importância, se tornando cada vez maior a ponto de ser o todo. A ponto de ser eu a coisa. E a coisa era outra coisa. Era você, eram as cambalhotas. Sabe a sensação de vazio diante do todo? Você sabe desse vazio? Eu pensando: “Você o meu todo. E eu... Eu toda sua”. Meu Deus! Que loucura... Eu toda sua sem ser toda minha. Eu só sendo essa outra coisa. Outras coisas. É preciso ser muito ou pouco para se ser outra coisa? Mas não é isso, a pessoa é pessoa que vai sumindo, deixando de ser, se tornando. Acho que me tornei a projeção daquilo que eu precisava e acreditava ser você. Desesperadamente e nem sei porque me tornei. A coisa foi se misturando e o que era tão heterogêneo ficou um só. É como se eu procurando incontrolavelmente resposta de tudo isso que me parece engraçado, agora, tivesse me perdido diante de você que, não me entenda mal, veio e me roubou os sentidos. Foi aí que, diante da dúvida, a minha única certeza que era você foi onde eu me agarrei... Na certeza, naquilo que eu acreditava ser lindo. Não que isso implicasse que “a recíproca fosse verdadeira”, não é isso. Sempre achei que eu era mais sua do que minha mesmo. Do que você fosse meu. Sabe que analisando assim, as coisas, dessa forma fica claro. Na verdade tudo é uma busca. Tudo é dúvida que precisa do par; a resposta. Porque o problema é quando você olha em volta e vê que perdeu o lugar de gente pra sua porção coisa. Geralmente a coisa é muito maior do que parece. Mas na verdade você é que tem de ser maior. Sei, agora, eu aqui, olhando nossas coisas, percebo que na verdade muito pouco é meu. Percebo ter doado mais, me tornado mais, me preocupado mais, eu sendo mais, a mais, mas ainda sim muito pouco é meu. Acho que nunca consegui ser menos. Sempre fui péssima, você sabe, em matemática e subtrair me causa vertigem. Porém, nada mais de desmaios, por agora. Afinal eu não tinha a resposta pra sua metáfora que eu nem sabia se você sabia que era metáfora. Como já disse, nunca soube ao certo da dimensão de seu entendimento diante das metáforas, e acho que nem do meu. E talvez fosse eu a superficial, no final das contas. Já que fui eu quem se perdeu por cambalhotas. Quem foi se tornando coisa, se deixando engolir pelo todo. É, talvez seja isso.

E olha, ter me visto assim me fez complexa. Eu quase me tornando a mulher que carrega maçãs para viajar enquanto lê revistas fúteis. Como naquele conto que li para você, “Para uma avenca partindo” lembra? A despedida desesperada diante da falta de palavras ditas através das imagens, projeções da personagem. Como eu e você, minhas personagens de contos. Desse conto, que, apesar de não falar de cambalhotas, fala disso que não consigo responder.

Disso que me entala a garganta e me faz coisa. Mesmo porque talvez nem sejam as cambalhotas, talvez nem seja a metáfora, talvez nem seja você ou eu, não sei. Não sei nem mesmo se sei dar uma cambalhota, nunca tentei.

Nas minhas metáforas sempre deixei de fora o abismo que existia, o vazio que sentia, eu tinha que ser dois, nós dois. Tinha um mundo para construir. Um Abismo para preencher. Era o que eu negava. O que não queria ver. Era a minha estória, onde você era a figura linda sob a luz da lua, parecendo mentira. Acho que até suas falas eu escrevia. E foi então que na minha péssima noção de matemática não percebia que éramos três. Até que o terceiro se prontificou a falar, foi quando pude então perceber eu... Você...

E sabe, ter estado presente mais do que a mim foi pedido me desgasta agora. Trás presente a sensação de coisa. Acho que nunca consegui ser menos. Afinal, sempre fui péssima em matemática e subtrair me causa vertigem. Mas nada de desmaios. Nessa matemática equivocada fui sendo subtraída enquanto pensava estar somando. Teu silêncio infindo, minhas metáforas, nossas coisas, seus olhares, minhas palavras, nosso mundo. Você... Eu. Dói agora olhar tudo e constatar que muito disso nunca foi verdadeiramente seu. Talvez pela própria ausência sua. Pela própria ausência minha.

Porta, janela, cama. Armário, lençol, espelho. Livros, roupas, retratos. Discos, panelas, geladeira. Incensos, Cigarros, vinhos. Relógio, agenda, malas. Pão, tv, sapato. Telefone, carne, água. Chiclete, sandália, perfume. Camisinha, vela, bala. Gozo, alface, chocolate. É preciso que eu retome meu lugar de gente em meio às coisas. Recoloque tudo em seu lugar. Por que é preciso. Sem mais nomes, e nem metáforas. E sei da perda que isso implica. Implica a esse momento em que é inevitável a escolha, nesse que é o tempo de um suspiro......................................................Do meu suspiro.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Dez chamamentos ao Amigo - Hilda Hilst

Se te pareço noturna e imperfeita

Olha-me de novo. Porque esta noite

Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.

E era como se a água

Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio

E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo

Entendo que sou terra. Há tanto tempo

Espero

Que o teu corpo de água mais fraterno

Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.

E mais atento.

domingo, 28 de junho de 2009

Minha Barbie namorou o Michael Jackson


Em 1986 meus pais haviam viajado para os EUA para estudar. Eu fiquei na casa dos meus avós durante esse tempo. Estava perto do meu aniversário, eu iria completar 8 anos.

Nesse tempo eu era fissurada, como toda criança da minha idade com Barbies. Eu tinha várias, várias... Mas sentia falta de um companheiro pra elas. Foi quando uma amiga minha a Andreia apresentou o Ken. Ela tinha uma tia que morava nos Estados Unidos e trouxe pra ela o namorando da Barbie. Um sucesso!!! Ainda não tinha aqui no Brasil...

Claro que quando vi que meus pais estavam indo para a terra do Tio Sam pedi logo um namorado para a minha boneca! Era a oportunidade perfeita para casar a minha "filha".

Acontece, também, que eu já gostava muito do Michael Jackson... e minha mãe sabia. Ele havia lançado tinha pouco tempo o vídeo clipe Triller. A primeira vez que eu vi, me lembro muito bem, foi durante o Fantástico, num dos últimos blocos, depois dos Trapalhões. Morri de medo!!!
Eu tinha uns 5 anos... Claro que ia ficar com medo, mas mesmo assim vi tudo. E pedi ao meu pai pra comprar o LP e dançava... cantava... imitava. Quem, nascido nos anos 80 não foi fã do MJ?

Muito bem, voltando ao motivo desta postagem: Minha mãe e meu pai foram pros EUA com a encomenda de me trazer um namorado para a minha barbie. Depois de um mês e pouco ela voltou. Lembro deles chegando de táxi na casa dos meus avós... meu pai saindo com um urso laranja enorme, lindo!!! Era o Puff!!! Eu amava o ursinho Puff também... Tenho ele até hoje. Mas onde estava o meu futuro genro? Onde estava? Foi então que minha mãe abrindo a mala no quarto pegou o embrulho e disse que tinha um presente melhor do que eu esperava. Fui correndo abrir o pacote... Abri com a delicadeza de uma criança de 8 anos completos ansiosa por ver o que estava lá. Foi rápido!

Olhei, era ele! Era ele! O... O Michael Jackson!? Com a roupa do triller? E ainda com a opção de colocar a luvinha de brilhante e a meia pratiada!?
Pra ser sincera não me lembro exatamente do que achei, mas não achava que ele seria o melhor par para a minha Barbie...
Não sei porque... não conseguia colocá-los para namorar... E olha que eu tentei! Várias vezes. Então, depois de muitas tentativas... Eles viraram grandes amigos!

PS: O motivo de escrever essa história da minha infância é para compartilhar uma boa lembrança... diante de um triste acontecimento. Eu sempre gostei deste multi artista, sempre o admirei e tive muita dó de como as coisas se deram em sua vida nesses últimos anos. Mas o legado que ele nos deixou é indiscutível e ficará para sempre. Estou triste...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A nova do Galpão!!!






Sim!!!
Eles estão de volta às ruas.
E eu não vou perder por nada deste mundo.
E aí, vão?

Retrospectiva JEAN ROUCH



MOSTRA JEAN ROUCH, começou dia 22 de Junho no CINE HUMBERTO MAURO.
É a maior retrospectiva de JEAN ROUCH já feita no BRASIL e uma das mais abrangentes do mundo. São, ao todo, 91 filmes, sendo 77 dele e 14 sobre ele.
A programação começou por SP na CINEMATECA BRASILEIRA e será acolhida pelo PALÁCIO DAS ARTES até 19 de julho. Daqui, segue para RJ e DF.

SP e RJ terão também um colóquio internacional, com alguns dos principais conhecedores da obra de Rouch nos campos do cinema e da antropologia.

É uma chance rara, que merece ser aproveitada.

Para programar a vida e repassar a dica aos amigos, a programação completa pode ser encontrada no site do CINE HUMBERTO MAURO:

http://www.fcs.mg.gov.br/agenda/1146,iretrospectiva-jean-rouchi.aspx

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Apnéia - Setembro de 2008


Mergulhada nesse Mar profundo, meu peito transtornado entre a razão e o desejo. Um medo suave de sofrer da doença dos mergulhadores de grandes profundidades... Ir tão fundo em você e depois nunca mais voltar! Me perder por completo até o ponto de só me encontrar em ti.

domingo, 21 de junho de 2009

Primeira... Em setembro/ 2008

Existem intensidades em mim que eu mesma desconheço.
Assusto-me com minhas possibilidades de sentir as coisas.
Parece que vou explodir e por vezes explodo.
Isso me é familiar, já explodi outras vezes, já fui fogos de artifício, uma avenca partindo, estive metafórica dando cambalhotas sem sabê-las... Já me machuquei!
Agora antevejo que estou prestes a morrer de melancias, água e mexericas... Estou diante de um mar que desconheço e não terei medo de me lançar.
Agora estarei à deriva sem nenhuma previsão de terra a vista.
E confesso que não tenho medo algum.

AH... O caixote...

O que posso falar sobre o caixote...
Falo que de longe é o lugar mais caixote que tem... E o que é ser caixote?
AH... ser caixote é ter: Música boa - você quem escolhe e a lista é da melhor qualidade!!!


A cerveja é gelada, a carne é um... ex-touro!? Hum... rs...


E as "gentes" boa demais da conta!!!
Ruth!!! Dança que a gente gosta!!!!


Olha o caixote aí gente!!!!
Quero voltar.
Só falo isso.
Me leva Tucha!?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Elefante e o Crital













Imagine que você é um elefante. Desses grandes, gordos, desajeitados que até hoje só fez jogar as coisas pro lado de fora da bacia, do tonel de comida, da sua vida.
Agora imagine que você encontra um lindo cristal que apesar das pequenas ranhuras que possui devido ao tempo de vida não possui mais nenhum defeito.
Imagine que você, elefante que é tenta segurá-lo e viver ao lado dele porque se apaixonou por sua beleza, sua luz, sua transparência, sua possibilidade de vida. E a partir daquele instante algo também se modificou na sua vida, fez sentido, se completou de forma única.
Então, o que faria o Elefante com o Cristal?

Bom, no caso desse elefante aqui posso dizer que tenho tropeçado na pedras que aparecem... Ele, o cristal, ainda não se quebrou, mas sei de que poderá se partir um dia se o elefante continuar a não olhar por onde anda e que caminho escolhe fazer.
E o triste disso tudo é que com medo de que se quebre eu vá perdendo o cristal em pequenas quedas tentando provar a todo custo que nem tão perfeito assim ele é.
Sendo que o grande paspalho, palhaço e bufão sou eu, o elefante!
E sendo assim quem no fim de tudo irá se partir?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Caixote


Hoje serei encaixotada!!!
Vamos ver no que isso vai dar...
Confesso estar ansiosa, pois ouço falar já faz um tempo.
Muitos já foram, muitos lá já estiveram, mas hoje será a minha primeira vez!

Irei vestida de acordo como mandaram, afinal não quero destoar.
Seguirei à risca todas as indicações.
Estou sendo muito bem orientada pra esse momento.
Espero não decepcionar ninguém.

Levarei quanto me for possível de fichas para tocar as músicas e prometo aqui que, se caso sobrar um trocado no final da noite, não pedirei uma porção de batatas fritas.
Pedirei a saidera!!!
rs...

AH! Tá explicado...


"O período conhecido popularmente como 'Inferno Astral' é o mês que antecede o aniversário de alguém. Nesta época, muitas pessoas acreditam viver momentos de angústia, depressão ou até mesmo azar, atribuindo as turbulências a alguma configuração astrológica misteriosa.
Segundo o astrólogo Eduardo Maia, o 'Inferno Astral' só acontece quando não percebemos que precisamos sair do palco para contemplar mais o mundo e nos desapegarmos, em benefício daqueles que precisam de uma ajuda emocional ou prática. "É um período de ser instrumento para o bem dos outros e não estar tão preocupado com causas próprias", afirma. Como isto geralmente não acontece, vem a angústia, o vazio e a sensação de desorientação.
Apesar de não ser uma força misteriosa desenfreada como muitos imaginam, existem explicações simbólicas consistentes para a crise do último mês de uma idade, mas isto não significa que acontecerão apenas coisas negativas na vida de alguém ou que seja impossível lidar bem com este período de transição. Todos têm livre-arbítrio e podem, ainda mais compreendendo o ciclo no qual estão inseridos, dedicarem este momento à reflexão e avaliação da etapa terminada, preparando-se sem tantos atropelos para a próxima."

Explicação retirada do site "Porto do Céu"...
... então é isso!!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Hoje não é um dia bom!

Ontem fui dormir pensativa e acordei apertada em meus pensamentos.
Todo mundo tem seu dia de cão, que acorda com a macaca, com o pé esquerdo, de saco cheio, com nó no peito, sem rumo, sem vontade de sair da cama, sem lugar nesse mundão de Deus...
Bem, hoje eu tô no meu... Mais uma vez!!!
Tô achando um porre tantos dias assim seguidos, pra ser sincera.
Coisas pra resolver na vida, atitudes pra serem tomadas na esperança de que esse nó se dissolva.
Como diria uma pessoa que já passou um tempo nessa vida comigo: - Toda atitude requer ação!
Muito bem então: Luz, câmera e ação!!!
Ação!
Ação!!!
Ação!!!!!!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Versinho singelo...


"Entre um trampo e outro eu vou quebrando as isca
Porque a muié ta em cima, fazendo a cisca
Os óio aberto que só vendo
E eu num to é intendendo
Fiquei sem os surubim, tubarão e piranha
Agora só me resta deitar na
cama
As traíra até que aparece, mas nóis que veio da roça, tem um medo que amortece.
Nos mais vão vivendo... olhando daqui e dali
Porque afinar, olhá não ranca pedaço
Porque se arrancasse, as muié na rua, já iam tá sem braço."

Esse versinho foi escrito por Singeleza!!!

Febril


Psiu! Será que posso lhe dizer certas coisas? Dessas coisas que se falam às pessoas sem pudor. Assuntos impróprios para os menores... De espírito e de imaginação, é claro! Deixa que eu me aproxime de seu rosto para poder encostar o meu febril... De espírito e de imaginação, é claro!

Deixe que seus olhos se fechem. Não é preciso ver o tempo todo. É preciso tocar, lamber, ouvir, degustar, cheirar... É preciso ser meio animal, puro instinto. Deixa-me dizer pornografias ao pé do ouvido, deixa! Deixa eu lhe dizer de segredos pecaminosos tendo a orelha como única cúmplice. Meus “segredos de liquidificador!”, como disse Cazuza. Batendo as palavras pra derramar vitamina na sua cabeça. Deitar minhas mãos sobre seu cabelo, escorrerem pela nuca, quente e sensível ponte. Minhas mãos mapeando o corpo seu. Pelo peito derramadas como água em chão seco. Sugadas pela sede do corpo. Seus braços em minhas mãos perdidas de vontade. As mãos e as mãos... Deixa-me matar a fome? Vem, molha a minha boca! Engole a boca! Mata-me a fome de você, mesmo assim, mesmo de longe... Lá do interior dos telefones, das pornografias. Hoje quero ser sacana. E quero mais é permanecer assim... Quero aquilo do seu corpo que peguei pra ser meu. Aquela parte onde o quadril se faz lindo. Quero a eternidade. Quero a insanidade. A proximidade da intimidade. Vem que de tão febril já não conheço mais a realidade dos dias. Minha cama está constantemente desarrumada, encharcada. Vem me acalmar as noites. Minha cabeça dói. Meu corpo sente a falta sua. Volta pra me alegrar as manhãs. Ando trabalhando como uma louca pra ver se isso tudo se torna mais real. Minha cabeça dói. Estou com uma febre que não cede. Não cede a meus pedidos. Deixa-me dizer pornografias ao pé do ouvido, deixa! Batendo as palavras pra derramar vitamina na sua cabeça. Minha cabeça dói e estou com uma febre que não cede...

Depois da guerra de travesseiros...















Depois da guerra de travesseiros, quero propor aqui o cabo de guerra do edredon!!!
Acontece que dormir junto tem lá algumas particularidades que nos fazem pensar e essa noite vivi uma delas.
Estava eu dormindo o sono dos justos quando fui acometida por um frio cortante que vinha da janela, ligeiramente aberta pra fazer o ar circular.
Foi quando percebi estar ao relento, desprotegida, descoberta. Olho para o lado, ainda sem entender muito bem o que estava acontecendo, e então percebo: lá estava ele, o edredon! Longe de mim... encaracolado, enroscado, aconchegado em outro corpo. Fui até ele. Procurei pedaços soltos, pontas as quais pudesse me agarrar, mas nada. Ele estava inalcancável. Não queria incomodar a pessoa ao meu lado, porque amo demais e o sono alheio se incomodado pode causar reações indesejadas e atritos futuros. Então, delicadamente fui tentando rolar a pessoa em questão, afim de libertar a parte que me cabia naquele edredon. Tentei puxar, mas ele voltava... Tentei mais uma vez, mas ele voltava e enrolava mais... Tentei mais algumas vezes, eu já estava prestes a pegar uma gripe, mas como um imã ele não desenroscava daquele corpinho ao meu lado. Sem grandes êxitos, resolvi apelar! Com delicadeza, é claro.
- Amor, libera o edredon....... Obrigada!
Finalmente!!! Eu havia conseguido o prêmio máximo da noite de frio: o meu pedaço no edredon! E melhor que isso terminei a noite dormindo de conchina... rs!!!

domingo, 14 de junho de 2009

Adeliando


Ás vezes me vem uma vontade de chorar. Uma tristeza mesmo. Minha garganta fecha, minha voz fica fininha quase sumindo. Meus olhos embaçam de não ver mais nada na frente ou no lado. Aí, me vem uma coisinha aguda no peito... Dessas coisinhas que parecem agulha espetando o dedo indicador. Faz sair gotinha de sangue. Dessas gostosas de por na boca pra ver que gosto tem. Dizem que saliva faz cicatrizar mais rápido. Acredito. Quando a dor no peito vem, dano a engolir saliva pra vê se melhora. Por conta disso quase morri afogada três vezes.

Twitter, sim eu tenho!

Sim, eu estou em todas as frentes que posso!!!
Sim, eu tenho twitter!

http://twitter.com/Fafarenno

Isso é uma provocação!



Estou aqui tentando dar início a esse blog e de repente vejo um mecanismo de calcular calorias?
Ahhhh!!! Tá brincando comigo!?
Tive que adicionar.

Eu tô mesmo precisando... E por falar nisso amanhã, segunda vou voltar pra academia, vou voltar a puxar ferros, correr em esteira, fazer as tais de abdominais. Afinal amanhã é segunda!!!
International day to start eating green... rs!!
E tbm vou voltar a contar calorias... mas até aqui é muita audácia!
rs...

Pra começar com o pé direito!

Resolvi.
Tava precisando ter um lugar pra mim nesse mundo onde tudo passa pro aqui...
Agora eu tenho!
Vamos ver o que vou fazer com isso...
Pé direito... Agora vamos lá.
Hum... qual é mesmo o meu pé direito!?