quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nuvens negras.




Hoje está sendo um dia duro, frio, longe...
Nuvens escuras, trovões e neblinas fazem o desencontro.
Eu não entendo e você não compreende.
Estamos olhando por lados opostos um mesmo assunto simples.
Não queremos e talvez nem podemos ceder.
Isso mostra quem somos.
Nossos pontos de vista, nossas idéias e conceitos particulares.
Indivíduos!
É... indivíduos... Sozinhos em suas conficções!
Mas amanhã espero que seja outro dia!
Um novo, com sol e céu de brigadeiro.
Com Mar e ana... em ana... que ama!
Com risos sem fim!
Porque dias nublados acontecem mesmo, mas eles tem que passar.
O que temos tem que ser maior.
Eu espero!
Só queria dizer isso...

Meu erro...

Foi lhe colocar no centro da minha vida.
Dar toda a atenção do mundo em cada segundo.
Tentar suprir tudo o tempo todo daquilo que vinha de seus olhos aflitos.
E agora que minha atenção se divide... e você reclama por ela!
Mas eu lhe falo: - Não tenha medo, nem insegurança. São amores diferentes!
E aqui há espaço para amar amores amáveis.
Então peço, meu amor, calma!
Seja doce!
Não endureça no medo e não me afaste na insegurança.
Chegue mais perto pra poder ver, entender e apreciar esse meu outro amor antigo...
Do tempo das bolhas de sabão em dias de sol a pino!
Seja a platéia, que eu serei atriz.

 "Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo. 
Aparte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo." 
Fernando Pessoa.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Para alguém em 26/06/03...

Adoro esse seu jeito de me fazer coisa sua.
Essa mania de me pegar sem pudor.
De me vasculhar inteira, cada poro meu, cada cárie minha, cada marca de cicatriz.
De me olhar assim como criança curiosa, perguntadeira, sempre cheio de – Por quê?
De me chamar de copo de leite e querer ser café pra poder misturar.
Imagina nós dois uma coisa só!
De brincar com meu cabelo, morder o meu nariz, esfregar a sua cara na minha.
De falar nessa língua que eu não entendo ao pé da minha orelha, mas que sempre respondo – Sim!
Adoro esse silêncio.
Essa coisa de me olhar nos olhos e ficar em silêncio.
Essa coisa de conversar em silêncio, de ouvir barulhos, nossos barulhos.
Não precisa falar o tempo todo.
Precisa é da boca.
Boca que dança, que brinca, que cria beijo esquisito, que dá lambida de vaca.
Lambida da língua que me encharca a cara toda e que me molha a calcinha.
De rir.
De rir muito.
Se pudesse, por horas só assim do lado seu, rindo.
De te perceber as manias, os jeitos, os gostos.
De te ouvir falando de artes...
Ser modelo sua.
Te ver os olhos me vendo no papel.
Perceber o ritmo da música dos teus olhos que vem e vão.
Que hora estão em mim... E hora também estão.
Sou eu ali, no seu traço que vai pro papel.
Sou eu ali, pra sempre.
Sou eu ali, arte pura e sua.
Sua.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

São Jorge/ Ogum


"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.


Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu co
rpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.


Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.


Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.


São Jorge Rogai por Nós."




Ogunhê, meu pai!!!




terça-feira, 20 de abril de 2010

O meio de nós...

Tenho falado muito de você esses dias.
Pensado e falado.
Escrito também, porque você sabe, escrever me acalma a alma.
Porque tem dias que tenho saudade dos inícios...
Do nosso conhecer primeiro.
Daquela aventura sem limite e cheia de desesperos.
Bom, acho que isso é coisa dos meios, dos acontecendo da vida.
Esse momento que... já nem tão lá está e muito menos alí logo pra acabar se vê chegar.

No meio.
Já me sei e já me sabes...
Já te percebo e já te conheces...
Já não habita em nós muitas novidades...
E nem sempre sentimos mais as necessidades de antes.
Estamos alí, entre o quente e o frio... no morno da vida!

Arrebatamentos!
Sinto saudades dos arrebatamentos, da falta de ar, do frio na barriga...
As fomes que manjar nenhum arruma jeito de saciar;
A boca seca que água nehuma trata modos de findar;
O desejo sem fim de te olhar.

Coisa dos meio, acredito.
Mas, olha, eu cá sentada nesse meio, falo com sinceridade de tudo que sou eu e mim:
- Te quero querendo sem fim. Porque aqui em mim na verdade nada de morno se passa. Ainda pego fogo quando a presença se faz. Querendo a água tua... Sabendo pensamentos de quentura na noite e de delícias nas manhãs nuas. Te buscando sempre com tudo o que em mim é amor por tudo aquilo que hoje na história de águas, mexericas e melancias habita. Não, meu amor, eu não te esqueço em nada nesse corpo. Tudo em mim é memória dos começos e agora também dos meios. Porque bem disse uma vez um alguém, que já não me recordo: -  Não se pode começar de novo um começo já começado, mas se pode fazer mais uma vez um começo de não querer acabar...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Verão...

Como faz calor aqui...!
...muito mesmo...
Nem sonho refresca...
Na vedade se sonho piora bastante!



sábado, 17 de abril de 2010

Em busca do 7 de setembro...

Porque preciso me desvencilhar de você.
Porque preciso viver sem você.
Porque as minhas coisas não podem precisar de você para acontecer.
Porque é preciso que haja ar para além desse que sai dos seus pulmões.
Porque a vida acontece mesmo quando você não me olha.
Porque você não me vê o tempo todo.
Porque meus olhos não podem te seguir a todo momento.
Porque o mundo gira e eu estou nele...
Porque eu estou aqui e não é você a razão do meu nascimento.
Porque existe algo que é maior do que meu desejo em te amar.
Porque tem que existir o meu amor pelo que é o meu desejo antes de tudo.
Porque você não é tudo!
E eu tenho que me perceber como muita coisa...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Retornando!

Meu coração tá cheio...
Minha alma vagando em pontos de esperanças!
Não ando mais com os pés no chão,
Não tenho mais as durezas dos números e nem as certezas da realidade.
Me volto mais uma nova vez para esta possibilidade de uma nova história.
Vou conhecer uma nova mulher.
E dela já estou enamorada!
Agora caminho tranquila em direção a velha/nova casa.
Feliz... Feliz!

domingo, 11 de abril de 2010

Sleepless night... Day to talk about limits!


Difícil isso, amor.
Cruel por muitas vezes...
Invisível a olhos distraídos.
Mas para saber basta que se preste um pouco de atenção. Será!?
Basta apenas olhar com vontade de destacar na multidão o que nem tão feliz está.
Complicado isso, eu sei.
E sei também da diferença que cresce nessas horas entre eu e você.
Nesse lugar de louca do qual você me olha e do lugar de insensível que eu te vejo.
Separadas aos poucos pelas invisíveis linhas dos nossos nem tão desconhecidos limites.
Quando o meu se machuca, quando o seu não existe...
Quando o que vejo me incomoda a ponto de cerrar o meu sorriso...
E quando o seu não se toca e deixa correr solta a vontade de que não houvesse.
Limites!
Para demarcar territórios que muitas vezes causam guerras.
Para dar sinais de que por alí não se pode passar sem se mudar de lado.
Para lhe dizer que: mais um pouco me magoa, amor! Que eu existo e sinto!
Porque viemos de "países" diferentes e é preciso saber dos limites de cada território.
Para que não se invada, para que não se percam as noções, para que não se cause a guerra!
Linha imaginária que se torna amarga e dura.
Ontem não dormi, não sonhei, não digeri, não tive frio nem calor.
Tomei remédios que não fizeram efeito.
Busquei pensamentos que não estavam presentes.
Esperei notícias que não chegaram.
Eu e meus limites não dormimos;
E também não choramos...

domingo, 4 de abril de 2010

Lugar seu...


Eu poderia morrer por alguns minutos naquele lugar. 
Lugar que por instantes foi meu e de mais ninguém.
 Por horas permanecer absorvida pela magia de todos os sons, de um universo inebriante. 
Todos os cheiros do mundo: Melancias, águas e mexericas...
EH! Eu poderia morrer por alguns minutos naquele lugar...