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domingo, 11 de abril de 2010

Sleepless night... Day to talk about limits!


Difícil isso, amor.
Cruel por muitas vezes...
Invisível a olhos distraídos.
Mas para saber basta que se preste um pouco de atenção. Será!?
Basta apenas olhar com vontade de destacar na multidão o que nem tão feliz está.
Complicado isso, eu sei.
E sei também da diferença que cresce nessas horas entre eu e você.
Nesse lugar de louca do qual você me olha e do lugar de insensível que eu te vejo.
Separadas aos poucos pelas invisíveis linhas dos nossos nem tão desconhecidos limites.
Quando o meu se machuca, quando o seu não existe...
Quando o que vejo me incomoda a ponto de cerrar o meu sorriso...
E quando o seu não se toca e deixa correr solta a vontade de que não houvesse.
Limites!
Para demarcar territórios que muitas vezes causam guerras.
Para dar sinais de que por alí não se pode passar sem se mudar de lado.
Para lhe dizer que: mais um pouco me magoa, amor! Que eu existo e sinto!
Porque viemos de "países" diferentes e é preciso saber dos limites de cada território.
Para que não se invada, para que não se percam as noções, para que não se cause a guerra!
Linha imaginária que se torna amarga e dura.
Ontem não dormi, não sonhei, não digeri, não tive frio nem calor.
Tomei remédios que não fizeram efeito.
Busquei pensamentos que não estavam presentes.
Esperei notícias que não chegaram.
Eu e meus limites não dormimos;
E também não choramos...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Friendship

Carol: então me conta, de repente me contando você se entende mais
eu: tenho muita raiva, muita raiva aqui dentro
tudo fica tenso, duro, rijo, dói o estômago, os dentes, a pele
Carol: raiva?
eu: raiva
Carol: raiva do q exatamente? Raiva ou mágoa???
eu: raiva, vontade de gritar, bater
socar, chutar, morder, ir embora, sumir
Carol: ir embora pra onde?
eu: pra lugar nenhum do mapa
sumir, simplesmente
Carol: hummmm .... Onde está a raiz disso???
eu: em tudo que eu quis ser e não consegui.
Em tudo o que me dediquei e não fui
Nessa sensação medíocre que eu tô
Nesse mediano
Nesse médio
Nessa josta de lugar nenhum
Carol: hum .. mas aqui, você já sabe de tudo isso não sabe?
vai ficar nesse lugar? Remoendo .. remoendo ...
mágoa em relação aos outros já é uma merda
agora .. você alimentar mágoa em relação a si mesma é um peso muito insuportável
cuidado pra não transformar a sua decepção em magoa
eu: Eh.
tô tentando sair dessa... Mas ainda me massacra!
Carol: você vai sair dessa, você vai encontrar seu lugar
eu: Agora eu só queria colo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Você tem medo de quê?

Medo de escuro,
Bicho papão,
Boi da cara preta?
Medo de sol,
câncer de pele,
queimadura?
Medo de gente,
fantasma,
da morte?
Medo de prova de matemática,
inglês,
biologia?

Você tem medo de ir embora,
de sair,
de deixar pra trás?
Medo de arrumar a casa,
tirar o pó,
lavar a roupa suja?
Medo de tirar máscara,
limpar o rosto,
ficar de cara limpa?
Medo de espelho,
ver o tempo,
olhar as marcas?
Medo de cair em si,
reconhecer erros,
pedir desculpas?
Medo de chorar,
sofrer,
pedir ajuda?
Medo de amar,
de não ser amado,
de se deixar levar, de ser deixado?

Você tem medo de ser trocado,
de se magoar,
de doer?
Medo de cair do salto,
de se enganar,
de perder?
Medo da mentira do outro,
da sua mentira ser descoberta,
de que seja verdade?

Você tem medo de quê?

sábado, 15 de agosto de 2009

Uma aprendizagem...

"De Ulisses ela aprendera a ter coragem de ter fé – muita coragem, fé em quê?
Na própria fé, que a fé pode ser um grande susto, pode significar cair no abismo, Lóri tinha medo de cair no abismo e segurava-se numa das mãos de Ulissses enquanto a outra mão de Ulisses empurrava-a para o abismo - em breve ela teria que soltar a mão menos forte do que a que a empurrava, e cair, a vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.
A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser Humano."
Clarice...