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segunda-feira, 20 de junho de 2011

A sua ausência...

Cada dia fica mais difícil.
A cada nova tentativa fica mais evidente.
Será que é final tudo o que fomos?
Porque não te sinto mais perto.
Porque não te alcanço mais com as mãos tão perto.
Porque ainda sinto frio em meio aos abraços dos braços dados.
Nosso tempo vem passando e eu e você nos perdendo.
No meio da gente cresce o espaço e fica gigante a ausência.
Ausência de tudo o que fomos e todos os sonhos que tivemos.
Aqui, agora me resta o medo de perceber que já é fim, amor.
Já é fim o que pra mim ainda poderia ser o meio... talvez um novo começo!?
Cadê você aqui que não se coloca em mim!?
Que me deixa à deriva num mar sendo ilha e não continente.
Dói tudo aqui sozinha...
E mesmo gritando parece que você não me ouve...
Não entende...
Não quer ver...
Não acredita!
Estou indo, amor...
Indo cada vez mais pra longe desse mar e queria ficar...
Me olha, me ouve...
Vem me buscar!?
Resgata logo esse corpo a deriva nesse mar.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pra onde...!?

Pra onde vai o amor, quando o desejo acaba!?
Pra onde vai o desejo quando o corpo esquece!?
Pra onde vai o corpo quando o outro corpo já não aquece!?
Pra onde vai o calor quando o amor fenece!?

Pra onde vamos nós amor...!?
O que será de você e de mim na solidão dos dias...!?
O que será de mim sem você nas noites frias...!?
O que será de você sem mim nos dias de chuvas e trovões...!?
O que será do meu abraço sem seus braços pra me segurar...!?
O que será do amor sem o nosso amor pra contar, amor...!?

E depois... pra onde vai tudo isso que foi...!?
Que foi eu e você...
Que foi nossa vida...
Que foi nossos sonhos...
Que foi nossa história...

"Pra onde vai o meu amor quando o amor acaba!?" 
Chico Buarque - Almanaque.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Na distância...

Vem o medo do escuro...
A paura da solidão...
Acontecem as horas de tristeza...
Os momentos de esquecimento...
A dor de não ter o toque...
A falta da pele...
A ausência do cheiro...
A secura do beijo...
O pensamento de ser esquecido...
Na distância fica o vazio e dá medo de criança!



quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nuvens negras.




Hoje está sendo um dia duro, frio, longe...
Nuvens escuras, trovões e neblinas fazem o desencontro.
Eu não entendo e você não compreende.
Estamos olhando por lados opostos um mesmo assunto simples.
Não queremos e talvez nem podemos ceder.
Isso mostra quem somos.
Nossos pontos de vista, nossas idéias e conceitos particulares.
Indivíduos!
É... indivíduos... Sozinhos em suas conficções!
Mas amanhã espero que seja outro dia!
Um novo, com sol e céu de brigadeiro.
Com Mar e ana... em ana... que ama!
Com risos sem fim!
Porque dias nublados acontecem mesmo, mas eles tem que passar.
O que temos tem que ser maior.
Eu espero!
Só queria dizer isso...

domingo, 11 de abril de 2010

Sleepless night... Day to talk about limits!


Difícil isso, amor.
Cruel por muitas vezes...
Invisível a olhos distraídos.
Mas para saber basta que se preste um pouco de atenção. Será!?
Basta apenas olhar com vontade de destacar na multidão o que nem tão feliz está.
Complicado isso, eu sei.
E sei também da diferença que cresce nessas horas entre eu e você.
Nesse lugar de louca do qual você me olha e do lugar de insensível que eu te vejo.
Separadas aos poucos pelas invisíveis linhas dos nossos nem tão desconhecidos limites.
Quando o meu se machuca, quando o seu não existe...
Quando o que vejo me incomoda a ponto de cerrar o meu sorriso...
E quando o seu não se toca e deixa correr solta a vontade de que não houvesse.
Limites!
Para demarcar territórios que muitas vezes causam guerras.
Para dar sinais de que por alí não se pode passar sem se mudar de lado.
Para lhe dizer que: mais um pouco me magoa, amor! Que eu existo e sinto!
Porque viemos de "países" diferentes e é preciso saber dos limites de cada território.
Para que não se invada, para que não se percam as noções, para que não se cause a guerra!
Linha imaginária que se torna amarga e dura.
Ontem não dormi, não sonhei, não digeri, não tive frio nem calor.
Tomei remédios que não fizeram efeito.
Busquei pensamentos que não estavam presentes.
Esperei notícias que não chegaram.
Eu e meus limites não dormimos;
E também não choramos...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Quando nossa cama fica paralela...

... nossos corpos não se encontram e meus sonhos viram pesadelos...