Cada dia fica mais difícil.
A cada nova tentativa fica mais evidente.
Será que é final tudo o que fomos?
Porque não te sinto mais perto.
Porque não te alcanço mais com as mãos tão perto.
Porque ainda sinto frio em meio aos abraços dos braços dados.
Nosso tempo vem passando e eu e você nos perdendo.
No meio da gente cresce o espaço e fica gigante a ausência.
Ausência de tudo o que fomos e todos os sonhos que tivemos.
Aqui, agora me resta o medo de perceber que já é fim, amor.
Já é fim o que pra mim ainda poderia ser o meio... talvez um novo começo!?
Cadê você aqui que não se coloca em mim!?
Que me deixa à deriva num mar sendo ilha e não continente.
Dói tudo aqui sozinha...
E mesmo gritando parece que você não me ouve...
Não entende...
Não quer ver...
Não acredita!
Estou indo, amor...
Indo cada vez mais pra longe desse mar e queria ficar...
Me olha, me ouve...
Vem me buscar!?
Resgata logo esse corpo a deriva nesse mar.
"... me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço..." CFA.
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Pra se esquecer...
Existem coisas que ficam guardadas no silêncio das palavras não ditas e das respostas não recebidas.
Da ausência de aconchego, da rigidez de uma falta de carinho.
Nos encontros perdidos no tempo e nos abraços soltos ao vento.
E, sim, existem pessoas q nos marcam exatamente por isso:
Pela falta de tudo, em tudo, para tudo!
... dessas nós também vamos nos lembrar...
Mas durante um tempo certo pra poder esquecer!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Nuvens negras.
Hoje está sendo um dia duro, frio, longe...
Nuvens escuras, trovões e neblinas fazem o desencontro.
Eu não entendo e você não compreende.
Estamos olhando por lados opostos um mesmo assunto simples.
Não queremos e talvez nem podemos ceder.
Isso mostra quem somos.
Nossos pontos de vista, nossas idéias e conceitos particulares.
Indivíduos!
É... indivíduos... Sozinhos em suas conficções!
Mas amanhã espero que seja outro dia!
Um novo, com sol e céu de brigadeiro.
Com Mar e ana... em ana... que ama!
Com risos sem fim!
Porque dias nublados acontecem mesmo, mas eles tem que passar.
O que temos tem que ser maior.
Eu espero!
Só queria dizer isso...
terça-feira, 30 de março de 2010
Em 2003... SOS!
Volta logo!
Anda!
Não tá percebendo a necessidade?
Não é possível que você não vê que corro risco aqui sozinha?
Por favor, diz que volta.
Olha o mundo é muito grande,
Muito cheio de pessoas.
Nossa história só tava começando...
Agora tenho que lidar com essa ausência.
Anda, volta!
Vem tomar o seu lugar ao meu lado.
To sentindo muito a falta.
Falta da segurança, do beijo, da pele...
Eu tava me acostumando com ela.
Eu tava me habituando a você.
Esquecendo aos poucos do resto do mundo.
Do resto que ainda tinha em mim do mundo.
Volta! To com muito medo.
As pessoas estão se tornando cada vez mais visíveis,
Não tenho mais tanta certeza do desenho do seu rosto.
Já não me é tão presente o som da sua voz...
Tá cada vez mais longe dos meus ouvidos.
Ando amando o toque que mensagens fazem no meu celular.
Tenho sonhado com telefones...
Eu tava começando a lhe decorar as manias, lembra?
Ainda não era a hora de ir.
Ainda não!
Vai, volta!
Volta por que senão eu não vou mais poder lhe reconhecer.
Volta porque senão eu não vou conseguir noites lindas!
Volta que eu quero você me suprindo a carência sua.
Volta porque eu preciso da sua paz.
Escrito em 28/07/2003...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Tudo junto e misturado
Tudo parece muito interessante.
Tudo é muito e tem pra todos o tempo todo.
São mãos que se perdem em corpos que se procuram.
Peitos, bundas, pernas, braços e línguas...
Uma massa desfigurada querendo se configurar.
Respirações e gemidos de tons variados numa sinfonia desafinada que busca somente a nota final.
Nada mais pertence a ninguém e você não tem mais coordenação do que é seu.
Uma visão que turva a vista.
Um amontoado de possibilidades possíveis de nunca mais ter fim.
...
Mas o que acontece no final é o silêncio.
Um desconhecer o conhecido de poucos minutos atrás.
Um vazio com cheiro forte, cor marcante, textura viscosa por todos os lados.
Um peso.
Uma solidão sem fim...
E é hora de retomar o que é seu e de mais ninguém no meio de tudo aquilo.
Hora de se fazer singular depois do plural, da massa, do coletivo.
Levar o que for seu e fazer as contas.
Ir pra casa e dormir com todos e todas guardados na cabeça.
Mas, Psiu!!!
Não vamos nunca falar nisso...
Tudo é muito e tem pra todos o tempo todo.
São mãos que se perdem em corpos que se procuram.
Peitos, bundas, pernas, braços e línguas...
Uma massa desfigurada querendo se configurar.
Respirações e gemidos de tons variados numa sinfonia desafinada que busca somente a nota final.
Nada mais pertence a ninguém e você não tem mais coordenação do que é seu.
Uma visão que turva a vista.
Um amontoado de possibilidades possíveis de nunca mais ter fim.
...
Mas o que acontece no final é o silêncio.
Um desconhecer o conhecido de poucos minutos atrás.
Um vazio com cheiro forte, cor marcante, textura viscosa por todos os lados.
Um peso.
Uma solidão sem fim...
E é hora de retomar o que é seu e de mais ninguém no meio de tudo aquilo.
Hora de se fazer singular depois do plural, da massa, do coletivo.
Levar o que for seu e fazer as contas.
Ir pra casa e dormir com todos e todas guardados na cabeça.
Mas, Psiu!!!
Não vamos nunca falar nisso...
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