Tudo parece muito interessante.
Tudo é muito e tem pra todos o tempo todo.
São mãos que se perdem em corpos que se procuram.
Peitos, bundas, pernas, braços e línguas...
Uma massa desfigurada querendo se configurar.
Respirações e gemidos de tons variados numa sinfonia desafinada que busca somente a nota final.
Nada mais pertence a ninguém e você não tem mais coordenação do que é seu.
Uma visão que turva a vista.
Um amontoado de possibilidades possíveis de nunca mais ter fim.
...
Mas o que acontece no final é o silêncio.
Um desconhecer o conhecido de poucos minutos atrás.
Um vazio com cheiro forte, cor marcante, textura viscosa por todos os lados.
Um peso.
Uma solidão sem fim...
E é hora de retomar o que é seu e de mais ninguém no meio de tudo aquilo.
Hora de se fazer singular depois do plural, da massa, do coletivo.
Levar o que for seu e fazer as contas.
Ir pra casa e dormir com todos e todas guardados na cabeça.
Mas, Psiu!!!
Não vamos nunca falar nisso...
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