quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MANHÃ COM ELA – PARTE I.

Manhã branca de outro dia.
O celular toca.
É hora dela acordar!
Mais 9 minutos... Mais 9 minutos... Mais 9 minutos! 
Tento esticar o tempo pra ter mais tempo dela comigo.
Ela me puxa, se aconchega na minha pele, no meu cheiro... 
AH! Eu quero que tudo aquilo dure uma eternidade. 
Mais 9 minutos! 
Mais todos os minutos do mundo pra caber mais dela em mim.
Eu me viro.
Lá está ela a esfregar os olhos. 
Tentando se convencer de que é hora de ver.
Várias vezes ela tenta! 
Parece uma criança antes de ir pra aula... Linda! 
Minha criança grande, minha menina... Eu a olho. 
Queria poder escondê-la, mas sou pequena e já é tempo de levantar. 
Então... Mais 9 minutos!? 
Só 9 Minutos! 
E tenho pela eternidade de um beijo que lhe cobre o corpo inteiro num bom dia feliz de uma paixão de 9 minutos sem fim...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quando não há mais pra onde correr

Tem um certo momento em que não adianta ficar adiando.
Tem certas horas que não é mais possível fechar os olhos.
Tem acontecimentos que nos impulsionam para um lugar que muitas vezes não queremos ver.
Acontece, meu caro, que nessas horas não há mais lugares onde se esconder.
Não há esconderijo.
Aqueles da infância já não te cabem mais e podem ser perigosos a curto prazo!
Os da adolescência... São tão pequenos e traumáticos que é melhor você ficar longe.
Então, pra que correr?
Vai lá e encara.
Não lhe digo que será fácil, muitas vezes vai doer como uma porrada, mas vai lá!
E, olha, lhe escrevo isso porque eu preciso de ler isto.
Porque cheguei num ponto em que alguma coisa terá que acontecer.
Porque também estou num lugar de decisão, de ponto de mundaça.
Mudar não é fácil e requer muito esforço.
São caixas e caixas de coisas para serem guardadas... Vai limpar suas gavetas e tirar a poeira do corpo.
Você vai ter que andar muito pra sair do lugar e isso vai dar fadiga, mas mesmo assim... Vai lá!
Paga pra ver!!!
E não espere que venha de alguém, porque não virá.
Não reze pedindo aos céus, porque a coisa é terrena demais.
Não fique plantado na frente do computador porque não é pela rede que terá a resposta.
Pela televisão muito menos.
Não virá uma carta, nem um manual lhe contando os segredos.
Essas coisas tem que se viver.
Então, vai, sai desse lugar, abre a porta!
Escuta o que lateja dentro e deixa isso te mover.
Quando não há mais para onde correr... levanta a cabeça, respira fundo e segue.

O que é melhor em mim...


Margarida Daisy Flower!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tudo junto e misturado

Tudo parece muito interessante.
Tudo é muito e tem pra todos o tempo todo.
São mãos que se perdem em corpos que se procuram.
Peitos, bundas, pernas, braços e línguas...
Uma massa desfigurada querendo se configurar.
Respirações e gemidos de tons variados numa sinfonia desafinada que busca somente a nota final.
Nada mais pertence a ninguém e você não tem mais coordenação do que é seu.
Uma visão que turva a vista.
Um amontoado de possibilidades possíveis de nunca mais ter fim.
...
Mas o que acontece no final é o silêncio.
Um desconhecer o conhecido de poucos minutos atrás.
Um vazio com cheiro forte, cor marcante, textura viscosa por todos os lados.
Um peso.
Uma solidão sem fim...
E é hora de retomar o que é seu e de mais ninguém no meio de tudo aquilo.
Hora de se fazer singular depois do plural, da massa, do coletivo.
Levar o que for seu e fazer as contas.
Ir pra casa e dormir com todos e todas guardados na cabeça.
Mas, Psiu!!!
Não vamos nunca falar nisso...

Dias de verão


Escuta!
Para e olha!
Durante as noites de verão eu, quase nua, andando pela casa, era socorrida por cubos de gelo que derretiam. A porta da geladeira aberta, escancarada tentando... Tentando... Resfriar o corpo quente, em febre. As madrugadas eram longas e a cama tão grande. Não haviam ventiladores no quarto, nem ventos nas ruas vazias. Eu enlouquecendo, contorcendo, sendo, na cama, a cama. Deixando minhas próprias mãos escorrerem, percorrerem pelo corpo pulsante. Minha boca seca a espera de sua saliva. A língua exposta a espera do seu gosto viscoso saboroso pra me acalmar os desejos. 
Meus  órgãos todos a procura de salvação.
AH! Eles gritavam, urravam.
Minhas-tuas mãos por debaixo da camisola, calcinha a dentro, avante, sem medo. Os dedos tremulos queimados pelo calor do centro de meu desespero em brasa por sua calma. 
A respiração falhando e eu morrendo um pouco.
Era a ti que chamava.
Era de ti que precisava.
Era por ti que chorava.
Por entre as pernas, abertas, eu queria engolir. Queria te matar. Morrendo em mim. Dentro de mim. Odiando a tua surdez. Impertinente. Ignorante.
Eu gritando; silenciosamente urrando.

Pensamento certo.

Errar é humano.
Permanecer no erro é aminal, mineral, vegetal, ilegal e engorda!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pra quem eu rezo

Na minha casa tem um altar.
Ele fica escondido... Só eu sei.
Mesmo porque só a mim importa.
Nele habitam em harmonia uma imagem de São Jorge (que me foi dado por dois amigos que amo. Ogunhê, meu pai!), uma pequena imagem de Jesus menino (que foi da minha avó), duas imagens de Santa Rita de Cássia (minha tia-avó sabe que gosto da santa. Uma delas brilha no escuro!) e uma imagem de Padim Ciço (trazida pra mim depois de uma viagem, por uma amiga, mais que amiga, minha irmã e hoje comadre.)
Todos lá!
E além dos que lá estão representados tenho meus anjos pessoais: Vó Gema, Vó Dina, Madrinha Rosa e Seu Jaime!
Meus amores na terra que agora lá no céu vivem...
Fazem falta aqui... Mas quando as coisas apertam... quando não tenho mais a quem recorrer lá estão eles.
Pra quem eu rezo, com quem eu converso, peço conselhos...
Até porque santo precisa de ajuda!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sob a saia


Psiu!
Vem morar debaixo da minha saia?
Vem ficar aqui por horas...
Tirar com os dentes minha calcinha.
Devagar, bem sacana.
De vez em quando ter os incisivos passando, raspando minha pele branca, quente, arrepiada.
Esperando como louca a dentada!
E então ela se apresenta: molhada da boca sedenta, quente, grande, com texturas inacreditáveis.
Vem lamber como se fosse brincadeira, abrir espaço, provocar vertigens luminosas, criar necessidades assustadoras.
Vem com ela aos poucos e me tortura a carne rosa, as partes da coxa que ninguém vê, os meus lábios molhados, loucos por sua língua.
Vem criar gemidos, espasmos, barulhos – me morde!
Vem com a sua boca quente me arrombar, me açoitar, me comer!
Me vira do avesso, me coloca de quatro, de frente, de lado.
Me rasga com os dentes, me queima com o vapor que saí da boca sua... E me bebe!
Se lambuza com o meu líquido, se embriaga.
Me aperta na parede, me joga na cama, no chão...
Me come!
Puxa os cabelos, arranha com a unha, aperta com as mãos, enfia o dedo, a língua, o pau.
Quero te dar o peito pra mamar, chupar, morder, esmagar.
Me xinga, me bate, faz o que quiser, eu deixo!
Eu gosto, eu posso!
Vem morar debaixo da minha saia!
Quero te esconder aqui em lugares públicos, em escuros visíveis, em cantos escancarados.
Quero tornar público, sabido, invejado.
Pra ser sua!
... Sua e dela.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Novela da tarde - pelo gtalk...


eu: Casa comigo!?
17:09 R: huauhauhaa.
  Tarde demais.
  Agora é tarde demais!!!
 eu: UM DIA VC AINDA SE ARREPENDERÁ!!
 R: Você me perdeuuu!
  Ai ai
 eu: porque?
 R: Calma Flávia Regina
 eu: o que eu fiz?
 R: Calma
  somos irmãs
  nao podemos
  eu Regina Regina
 eu: Como assim sua louca!?
 R: nao posso casar com voce Flavia Regina.
  auhauauauaua
 eu: Mas maria eduarda
 R: ja estou borrando meu rímel
 eu: te amei desde a primeira vez em que te vi
 R: me debulhando em lagrimas pelo nosso destinho curel
  Flavia Rboerta
 eu: Oh!
 R: não podemos
  nao insista
  nosso pai, Carlos Augusto
 eu: Não
  não não não
 R: traiu a minha mãe com a sua
 eu: não não não
 R: Eliana Francisa
  siiiiiiiiimmmmmmmmm
 eu: Tô escorregando na parede
 R: somos hermanas
 eu: chorando e dizendo não
 R: não faça isto
 eu: não não
17:12 R: eu nao posso suportar esta dor
  voce me faz sofrer mai ainda
 eu: Eu vou pular, nada mais faz sentido!
 R: aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhh
  ( caindo no chao em prantos)
 eu: Ahhhhhhhhhhhhhhhhh
 R: Nao pule Flavia Eduarda!
  naaaaaaaaaaaaaaaaaoooooooo
 eu: Caindo do sexto andar sem barreiras
 R: (tentando segurar usa mao)
 eu: Cai!
  pof
 R: Música de drama
  chorando muiiitooo
17:13 descabelando
 eu: Câmera se afasta...
 R: Pôr do sol atras
  Eu com um rabanete na mão: nunca mais passarei fome.
  Tara será minhaa...
  Ops... errei...
  desculpe.
  Continuando...
  musica de drama
 eu: Grua sobe e o público vê a cena
 R: Campainha toca.
 eu: o corpo de kátia flávia no chão
17:14 R: Sobe para o apartamento 601
 eu: as lágrimas de regina mara caindo
 R: carteiro entrega um telegrama pra Regina Reginalda
 eu: Tcha!
 R: Reginareginalda aabre o telegrama
 eu: Suspense
 R: é do pai de regina
 eu: Ohhhhhhh
 R: câmera foca nas letras
  ohhhhhhhhhhhhhhh
 eu: Tcharam
17:15 R: no texto
  Regina Mara te peguei. Pt. Vc e Katiane Flavia nao sao irmas. pt. Primeiro de abril. lalalalaallala.pt
  aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa - Grito de horror
17:16 .... aguardando o resto da equipe.
 eu: .... equipe saiu para cafezinho, mas já retornou
  Depois do grito de horror...
17:17 Augusta F. geme, está viva
 R: aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
 eu: está viva, It´s alive!!!
 R: katia Flavia se mexe
  abre os olhos
  REgina Reginalda nao tinha percebido
 eu: E vê que já não sente mais nada
 R: no auge do seu horror
  que Katia Flavia
 eu: está paraplégica da cintura pra baixo
 R: tivera sua queda amortecida por um toldo
17:18 entrevada mas nao morta, so com um braço quebrado e uma perna roxa
 eu: não ando
  Não vou poder amar!
 R: arrasta pela calçada
 eu: Ahhhhhhhhhhhhhhh
 R: Regina liga logo para o Dr Miguel da novela das 8.
17:19 Ele cuida da Aline Morais, vai cuidar de Flavia Flavia
 eu: Intervalo para nossos patrocinadores!!!


Primeira poesia

Não quero a poesia
(Fantasia irreal do intocável, do inatingível, do que corre paralelo).
Quero as retas se cruzando, os corpos se tocando, as bocas se beijando.
As línguas salivando a gruta dentada.
“Matando a sede na saliva”.
Mordendo a carne por fome insaciável.
Querendo ser um mesmo sabendo dois.
Misturando...
O suor escorrendo; seu peito nu sobre o meu esfregando sal e fel.
Suas cenas obscenas descritas em gemidos
Deliciosos e saborosos.
Sua língua loucura nos meus ouvidos;
Pedindo, querendo, desejando tudo.
E eu me entregando inteira;
Gozo meu na sua boca que me engoli;
Boca minha na pele branca que lhe devoro;
Rasgando meu desejo todo;
Ouvindo todo o apelo, a ânsia, do meu medo,
Do meu sarcasmo infantil de infeta nas suas mãos.
Mãos com dedos todos dentro de meus todos buracos;
Minha gargalhada fantástica pra confundir o ouvido,
E explodindo prazeroso... O gozo! 

Aniversário



Você ainda quer namorar comigo por mais um tempo?
Por muitos tempos...?
Ainda quer ser minha, pra poder me ter sua!?
Porque sou e de mais ninguém!
Porque não quero nada além do amor que tenho por cada pedaço que é você.

Amor, me ame o tempo do nosso amor... 
Fica comigo pelo tempo que me amar...
E na hora de ir, vai suave e leve como um sonho lindo...
Restando apenas as boas memórias da manhã de sol!