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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Texto para Odete - Em 14/10/2002

Silêncio...
Aquilo que me sustentava estava aqui há pouco. 
Eu sei. Estava aqui para me manter de pé, eu a rocha.
Mas já não está. Se foi e, no entanto permaneço... 
Não foi preciso. Então, não era preciso.
Mas era meu ponto de equilíbrio, minha segurança, minha prisão consentida, limitada. 
Limitando-me, tornando estável, sólida.
Estava aqui há pouco. 
Mas... E agora?
Se tivesse força, romperia com as mãos. 
Permaneceria livre.
Tenho medo!
Medo do que posso ver, do que está do outro lado.

É necessário falar baixo para que eles não saibam do que sei. Eu sei... Sei de tudo. 
Senhor! Tira-me do peito isso que arde, me tira essa visão colada da retina, me põe de volta, me toma a fala, me põe louca. 
Salva na insanidade. 
Segura na mão de uma criança; dá-me a mão da criança, mãos infantis de salvação.
Mas é inevitável... Chega a hora... 
Por mais que eu queira o tempo estrangular, por meus dedos ele escorre. 
Mas o que dizer, nada sei. É inevitável. 
Tenho que dizer é tempo de falar, gritar... 
Escutem... Escutem...
A criança que tenho nos braços me rouba o seio esquerdo para se alimentar e no direito dorme tranquila...
Busca gotas d’água para me matar a sede e me trazer vida. 
A criança que tenho nos braços sou eu menina.


Para a atriz Fernanda Kahal... de quem tenho saudades de ver!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Para alguém em 26/06/03...

Adoro esse seu jeito de me fazer coisa sua.
Essa mania de me pegar sem pudor.
De me vasculhar inteira, cada poro meu, cada cárie minha, cada marca de cicatriz.
De me olhar assim como criança curiosa, perguntadeira, sempre cheio de – Por quê?
De me chamar de copo de leite e querer ser café pra poder misturar.
Imagina nós dois uma coisa só!
De brincar com meu cabelo, morder o meu nariz, esfregar a sua cara na minha.
De falar nessa língua que eu não entendo ao pé da minha orelha, mas que sempre respondo – Sim!
Adoro esse silêncio.
Essa coisa de me olhar nos olhos e ficar em silêncio.
Essa coisa de conversar em silêncio, de ouvir barulhos, nossos barulhos.
Não precisa falar o tempo todo.
Precisa é da boca.
Boca que dança, que brinca, que cria beijo esquisito, que dá lambida de vaca.
Lambida da língua que me encharca a cara toda e que me molha a calcinha.
De rir.
De rir muito.
Se pudesse, por horas só assim do lado seu, rindo.
De te perceber as manias, os jeitos, os gostos.
De te ouvir falando de artes...
Ser modelo sua.
Te ver os olhos me vendo no papel.
Perceber o ritmo da música dos teus olhos que vem e vão.
Que hora estão em mim... E hora também estão.
Sou eu ali, no seu traço que vai pro papel.
Sou eu ali, pra sempre.
Sou eu ali, arte pura e sua.
Sua.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Palavrar...

O que torna real é o falar.
"Palavrar" sobre as coisas que vivem no mundo de lá.
No mundo de lá de dentro, que vem do devaneio da cabeça que sonha.
Desejo colocado no lugar certo tem 50%de chance de dar certo e 50% de chance de não dar em nada.
Mas aí volta a ser sonho sonhado, não se perde nunca.
Pode-se engravidar de sonhos machos e ser mãe de desejos de menina.
Mas o fato é que foram feitos pra existirem, pra serem paridos, colocados pra fora.
Foram feitos pra se dar ao mundo.
Nem que seja num sorriso, numa lágrima, num abraço dado no vento...
"Palavrar" as esperanças!
Porque "donde" vem um... brotam milhares!

Um cartão perdido no tempo...



Arrebatada diante de sua presença.
Linda, linda, linda!
Teus olhos, voz, peitos e pernas.
Encantada em ver te.
Dançaria contigo por horas...


Um certo cartão que foi entregue no dia 03/08/2006 durante o FIT

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Primeira poesia

Não quero a poesia
(Fantasia irreal do intocável, do inatingível, do que corre paralelo).
Quero as retas se cruzando, os corpos se tocando, as bocas se beijando.
As línguas salivando a gruta dentada.
“Matando a sede na saliva”.
Mordendo a carne por fome insaciável.
Querendo ser um mesmo sabendo dois.
Misturando...
O suor escorrendo; seu peito nu sobre o meu esfregando sal e fel.
Suas cenas obscenas descritas em gemidos
Deliciosos e saborosos.
Sua língua loucura nos meus ouvidos;
Pedindo, querendo, desejando tudo.
E eu me entregando inteira;
Gozo meu na sua boca que me engoli;
Boca minha na pele branca que lhe devoro;
Rasgando meu desejo todo;
Ouvindo todo o apelo, a ânsia, do meu medo,
Do meu sarcasmo infantil de infeta nas suas mãos.
Mãos com dedos todos dentro de meus todos buracos;
Minha gargalhada fantástica pra confundir o ouvido,
E explodindo prazeroso... O gozo! 

sábado, 5 de dezembro de 2009

Palvras e seus significados...


Desvencilhar

v.t. Desatar, soltar, desprender (o que estava preso com vencilho). / Fig. Desembaraçar; desenredar. / &151; V.pr. Soltar-se; livrar-se; desembaraçar-se: desvencilhar-se das cordas que o prendiam. (Sin.: desenvincilhar, desenvencilhar.)

Abandonar

v.t. Deixar, largar. / Renunciar a, desprezar. / &151; V.pr. Entregar-se: abandonar-se ao desânimo.

Depressao

s.f. Aluimento, abaixamento de nível, causado por peso ou pressão: depressão do solo. / Anatomia. Achatamento ou cavidade pouco profunda: depressão no osso frontal. / Fig. Abatimento; enfraquecimento físico ou moral; desânimo; esgotamento. // Depressão econômica, crise generalizada na economia, que se traduz por inflação acelerada, desemprego, desvalorização dos títulos e ações nas bolsas de valores etc.

Retirar

v.t. Tirar para trás ou para si; retrair, recolher: retirar a mão. / Pôr para fora; fazer sair do lugar onde estava; desviar, afastar: a professora retirou o aluno da sala; o médico retirou a bala do ferimento. / Deixar de conceder; privar, cassar: retirar a confiança depositada em alguém. / Voltar atrás, retratar-se, desdizer-se: retire o que disse! / Auferir, obter, tirar, lucrar: retirar boa renda de um capital empregado. / Art. gráf. Imprimir o verso de uma folha, estando já impresso o anverso. / &151; V.pr. Apartar-se de algum lugar, ir-se, ausentar-se, partir, sair; recolher-se, ir para casa: retirar-se para o campo; retirar-se cedo de uma festa. / Deixar, abandonar, largar, afastar-se, sair: retirar-se da vida pública. / Bater em retirada, recuar, retroceder: o exército retirou-se em boa ordem.

Amor

s.m. Afeição viva por alguém ou por alguma coisa: o amor a Deus, ao próximo, à pátria, à liberdade. / Sentimento apaixonado por pessoa do outro sexo: as mulheres inspiram amor. / Inclinação ditada pelas leis da natureza: amor materno, filial. / Paixão, gosto vivo por alguma coisa: amor das artes. / Pessoa amada: coragem, meu amor! / Zelo, dedicação: trabalhar com amor. // Amor platônico, amor isento de desejo sexual. // Por amor de, por causa de. // Pelo amor de Deus, expressão que dá ênfase a um pedido: não faça isso, pelo amor de Deus!

Hum... Entendi! Faltou uma...


Ciume

s.m. Emulação, inveja; zelo de amor. / Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter: o ciúme o atormenta. / Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem.