Hoje basta fechar os olhos...
Está tudo aqui, ainda!
No presente esse passado do que foi outro dia.
Tá na memória do corpo, da pele...
No caminho feito pelo suor, pela ânsia, pelo desejo.
Tá aqui sua mão em mim plantada, marcada, molhada!
Sua saliva doce pousada!
Porque tinha tempos que não me acometia essas febres, esses calores.
Porque havia anos que não me permitia arrombamentos feitos de tormentos, amores.
Dessa coisa que ninguém explica, mas que se entende ao longe.
Das coisas do amor ainda tenho tanto que aprender, mas o pouco que sei te dei, te dou... Basta pedir!
Clamar, desejar... sou lá inteira sem meios termos!
Intensa pra quantas vezes a vida se apresentar assim, pra nós!
Sim, eu me lembro de tudo.
"... me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço..." CFA.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Sem título... em 2003!
Essa coisa que me incomoda, que me dói o peito, que me arrebenta, tira meu apetite, me arregaça o ventre, estupra a alma, que nem dor de porrada – bem dada! – essa coisa tem nome, endereço, identidade, impressão digital – que ta no corpo todo! – essa coisa tem CPF, registro, essa coisa vota, tem cheiro, cor, suor;
Essa coisa que me tira o sono, que me bota na cama, que me molha a calcinha e me vira do avesso, que me pede pra ficar de quatro – e eu faço! – essa coisa que me faz prostituta feliz quando se perde boca e nariz no meio do meu centro adentro e me fala pornografias com sua língua dilatada e quente aos meus todos ouvidos. AH! Essa coisa tem corpo que pesa e esmaga e quase mata depois do gozo, e eu embaixo gostando – delicia! – porque permanece lá dentro, pulsando no meu segredo, na minha boca que se cala farta, saciada, inundada de tudo o que vem dessa coisa... Que tem nome – o nome dele!
sábado, 17 de julho de 2010
Tanto tempo...
Passando por tempos secos, novamente!
Nada se passando aqui que possa ser derramado na folha branca....
Ou na tela azul da máquina...
Ou num pedaço de papel qualquer.
Preciso de chuva.
Preciso que chova em mim...
Eta sertão interno de não ter mais fim!
Eta mundão grande de poeira e pó.
Sede.
Ah, água minha... Vem me molhar...!?
Nada se passando aqui que possa ser derramado na folha branca....
Ou na tela azul da máquina...
Ou num pedaço de papel qualquer.
Preciso de chuva.
Preciso que chova em mim...
Eta sertão interno de não ter mais fim!
Eta mundão grande de poeira e pó.
Sede.
Ah, água minha... Vem me molhar...!?
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Seu o meu...
Queria lhe fazer um pedido, será que posso?
Olha, meu amor, está aqui meu corpo, está aqui todo ele.
Entrego-lhe de forma despudorada, inteiro.
É seu.
Toma-o. Por favor, toma-o!
Beba-o como bebem os bêbados sedentos pelo álcool.
Receba-o como a um copo de água em dia quente de verão intenso.
Olha-o como uma criança e leve-o para brincar.
Brinque com o que é seu.
Descubra os cheiros, os gostos, sabores como se faz com uma taça de bom vinho.
Deguste, aprecie, se lambuze como se faz com o chocolate.
Vire, revire, coloque-o onde bem lhe convier.
Coloque-se sobre, sob, dentro.
É seu.
Toma-o, por favor!
Use-o de todas as formas possíveis de se usar, faça de todas as formas possíveis de se fazer, tome-o de todas as formas possíveis de se beber.
Por favor, é seu.
Toma-o!
E depois o deixe, exausto, pousar sobre o leito de lençóis, suor e molas.
Deixe-o repousar, dormir, morrer...
Olha, meu amor, está aqui meu corpo, está aqui todo ele.
Entrego-lhe de forma despudorada, inteiro.
É seu.
Toma-o. Por favor, toma-o!
Beba-o como bebem os bêbados sedentos pelo álcool.
Receba-o como a um copo de água em dia quente de verão intenso.
Olha-o como uma criança e leve-o para brincar.
Brinque com o que é seu.
Descubra os cheiros, os gostos, sabores como se faz com uma taça de bom vinho.
Deguste, aprecie, se lambuze como se faz com o chocolate.
Vire, revire, coloque-o onde bem lhe convier.
Coloque-se sobre, sob, dentro.
É seu.
Toma-o, por favor!
Use-o de todas as formas possíveis de se usar, faça de todas as formas possíveis de se fazer, tome-o de todas as formas possíveis de se beber.
Por favor, é seu.
Toma-o!
E depois o deixe, exausto, pousar sobre o leito de lençóis, suor e molas.
Deixe-o repousar, dormir, morrer...
sexta-feira, 26 de março de 2010
Waiting answers...
Ansiedade...
Falta de paciência...
Fome sem tamanho...
Sono pequeno que não sonha direito...
Tenho pressa que algo aconteça!
Tenho urgência de mudança externa!
... aqui dentro sinto que já está se mexendo...
Preciso ativar meus dias pra dormir tranquila a noite.
Acalmar os sonhos...
Ter perspectivas, horizontes.
Onde estou não mais me interessa, nada mais me acrescenta.
Daqui pra frente não alcanço nada mais de desejo.
Preciso seguir.
Lancei desejos com endereços certos, agora aguardo que cheguem.
Aguardo respostas após o sinal!
Deixem recado, falem comigo, liguem novamente se der fora de área, mandem sinal, bipem...
Estou a espera!
Falta de paciência...
Fome sem tamanho...
Sono pequeno que não sonha direito...
Tenho pressa que algo aconteça!
Tenho urgência de mudança externa!
... aqui dentro sinto que já está se mexendo...
Preciso ativar meus dias pra dormir tranquila a noite.
Acalmar os sonhos...
Ter perspectivas, horizontes.
Onde estou não mais me interessa, nada mais me acrescenta.
Daqui pra frente não alcanço nada mais de desejo.
Preciso seguir.
Lancei desejos com endereços certos, agora aguardo que cheguem.
Aguardo respostas após o sinal!
Deixem recado, falem comigo, liguem novamente se der fora de área, mandem sinal, bipem...
Estou a espera!
domingo, 17 de janeiro de 2010
O ato de...
Hoje sentada aqui nessa cama, que não é minha, que é sua, penso no que fui até um segundo atrás.
No que fui e como isso me faz o resultado disso que você vê quando olha pra trás sorrindo.
Porque se hoje estou aqui, em algum momento da minha vida, eu escolhi estar.
O destino existe, mas sempre nos dá opções, escolhas.
E o que fiz até então me trouxe até aqui, até você.
Mas ao mesmo tempo é preciso que eu me desapegue de tudo o que fui para que outra vez a vida se faça real e pulsante.
Não, meu amor, eu não vou embora!
Te amo. Muito.
Porém, algo tem que se perder nesse caminho do que fui para que eu comece a ser novamente.
Estive sempre ali por crer ser o melhor, mas talvez eu mesma não tivesse forças para seguir e peitar as durezas das minhas escolhas.
Hoje, confesso, estar um tanto perdida com meu lugar ou minha falta de lugar.
Acontece que sempre tive certezas, contudo certezas não existem e se quebram facilmente.
Desculpa, amor, mas eu tô perdida e não sei que rumo tomar.
Estou como um barco à deriva no mar aberto sem ventos a soprar e a água na proa não me sinaliza terra firme.
Mas você é meu único ponto de certeza!
E é pra você que vou correr, pra cá, pra sua cama, seu colo, seu cheiro, sua pele...
Porque lá fora tudo é infinito e tenho medo de multidão.
Minhas certezas se foram e agora não sei mais o que sei fazer, pra onde ir, o que oferecer.
Agora eu tenho que des-ser o que fui sem deixar de ser quem eu sou.
Vou ter que me reaprender sozinha e saber que não existem mais redes de proteção.
No que fui e como isso me faz o resultado disso que você vê quando olha pra trás sorrindo.
Porque se hoje estou aqui, em algum momento da minha vida, eu escolhi estar.
O destino existe, mas sempre nos dá opções, escolhas.
E o que fiz até então me trouxe até aqui, até você.
Mas ao mesmo tempo é preciso que eu me desapegue de tudo o que fui para que outra vez a vida se faça real e pulsante.
Não, meu amor, eu não vou embora!
Te amo. Muito.
Porém, algo tem que se perder nesse caminho do que fui para que eu comece a ser novamente.
Estive sempre ali por crer ser o melhor, mas talvez eu mesma não tivesse forças para seguir e peitar as durezas das minhas escolhas.
Hoje, confesso, estar um tanto perdida com meu lugar ou minha falta de lugar.
Acontece que sempre tive certezas, contudo certezas não existem e se quebram facilmente.
Desculpa, amor, mas eu tô perdida e não sei que rumo tomar.
Estou como um barco à deriva no mar aberto sem ventos a soprar e a água na proa não me sinaliza terra firme.
Mas você é meu único ponto de certeza!
E é pra você que vou correr, pra cá, pra sua cama, seu colo, seu cheiro, sua pele...
Porque lá fora tudo é infinito e tenho medo de multidão.
Minhas certezas se foram e agora não sei mais o que sei fazer, pra onde ir, o que oferecer.
Agora eu tenho que des-ser o que fui sem deixar de ser quem eu sou.
Vou ter que me reaprender sozinha e saber que não existem mais redes de proteção.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
sábado, 5 de dezembro de 2009
Palvras e seus significados...
Desvencilhar
v.t. Desatar, soltar, desprender (o que estava preso com vencilho). / Fig. Desembaraçar; desenredar. / &151; V.pr. Soltar-se; livrar-se; desembaraçar-se: desvencilhar-se das cordas que o prendiam. (Sin.: desenvincilhar, desenvencilhar.)
Abandonar
v.t. Deixar, largar. / Renunciar a, desprezar. / &151; V.pr. Entregar-se: abandonar-se ao desânimo.
Depressao
s.f. Aluimento, abaixamento de nível, causado por peso ou pressão: depressão do solo. / Anatomia. Achatamento ou cavidade pouco profunda: depressão no osso frontal. / Fig. Abatimento; enfraquecimento físico ou moral; desânimo; esgotamento. // Depressão econômica, crise generalizada na economia, que se traduz por inflação acelerada, desemprego, desvalorização dos títulos e ações nas bolsas de valores etc.
Retirar
v.t. Tirar para trás ou para si; retrair, recolher: retirar a mão. / Pôr para fora; fazer sair do lugar onde estava; desviar, afastar: a professora retirou o aluno da sala; o médico retirou a bala do ferimento. / Deixar de conceder; privar, cassar: retirar a confiança depositada em alguém. / Voltar atrás, retratar-se, desdizer-se: retire o que disse! / Auferir, obter, tirar, lucrar: retirar boa renda de um capital empregado. / Art. gráf. Imprimir o verso de uma folha, estando já impresso o anverso. / &151; V.pr. Apartar-se de algum lugar, ir-se, ausentar-se, partir, sair; recolher-se, ir para casa: retirar-se para o campo; retirar-se cedo de uma festa. / Deixar, abandonar, largar, afastar-se, sair: retirar-se da vida pública. / Bater em retirada, recuar, retroceder: o exército retirou-se em boa ordem.
Amor
s.m. Afeição viva por alguém ou por alguma coisa: o amor a Deus, ao próximo, à pátria, à liberdade. / Sentimento apaixonado por pessoa do outro sexo: as mulheres inspiram amor. / Inclinação ditada pelas leis da natureza: amor materno, filial. / Paixão, gosto vivo por alguma coisa: amor das artes. / Pessoa amada: coragem, meu amor! / Zelo, dedicação: trabalhar com amor. // Amor platônico, amor isento de desejo sexual. // Por amor de, por causa de. // Pelo amor de Deus, expressão que dá ênfase a um pedido: não faça isso, pelo amor de Deus!
Hum... Entendi! Faltou uma...
Ciume
s.m. Emulação, inveja; zelo de amor. / Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter: o ciúme o atormenta. / Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem.
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