Essa coisa que me incomoda, que me dói o peito, que me arrebenta, tira meu apetite, me arregaça o ventre, estupra a alma, que nem dor de porrada – bem dada! – essa coisa tem nome, endereço, identidade, impressão digital – que ta no corpo todo! – essa coisa tem CPF, registro, essa coisa vota, tem cheiro, cor, suor;
Essa coisa que me tira o sono, que me bota na cama, que me molha a calcinha e me vira do avesso, que me pede pra ficar de quatro – e eu faço! – essa coisa que me faz prostituta feliz quando se perde boca e nariz no meio do meu centro adentro e me fala pornografias com sua língua dilatada e quente aos meus todos ouvidos. AH! Essa coisa tem corpo que pesa e esmaga e quase mata depois do gozo, e eu embaixo gostando – delicia! – porque permanece lá dentro, pulsando no meu segredo, na minha boca que se cala farta, saciada, inundada de tudo o que vem dessa coisa... Que tem nome – o nome dele!

