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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sem título... em 2003!

Essa coisa que me incomoda, que me dói o peito, que me arrebenta, tira meu apetite, me arregaça o ventre, estupra a alma, que nem dor de porrada – bem dada! – essa coisa tem nome, endereço, identidade, impressão digital – que ta no corpo todo! – essa coisa tem CPF, registro, essa coisa vota, tem cheiro, cor, suor;
Essa coisa que me tira o sono, que me bota na cama, que me molha a calcinha e me vira do avesso, que me pede pra ficar de quatro  – e eu faço! – essa coisa que me faz prostituta feliz quando se perde boca e nariz no meio do meu centro adentro e me fala pornografias com sua língua dilatada e quente aos meus todos ouvidos. AH! Essa coisa tem corpo que pesa e esmaga e quase mata depois do gozo, e eu embaixo gostando – delicia! – porque permanece lá dentro, pulsando no meu segredo, na minha boca que se cala farta, saciada, inundada de tudo o que vem dessa coisa... Que tem nome – o nome dele! 


quarta-feira, 19 de maio de 2010

No tempo do Café com leite...

Era São Paulo e Minas revezando no poder...
Era leite com café tudo misturado...
Era ocê procê pra vosmicê com vossuncê...
Era eu e você...
Lá e cá era pertim demais da conta, mano...
Era vontade de ficar ligado num caminho de pista dupla com pedágio e tapete seguro pra chegar mais rápido.
Lembrança boa de se ter...
Causo bom de se contar...
Amiga boa de reencontrar...
Amigo mineiro paulistando pra saudade apertar...
Sobrinha branquela dos óio azul pra tia de longe amar...
E a lembrança boa de uma dança de paulista e mineira pra eternidade guardar!
Eta trem doido, sô!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

E assim nasceu Metafórica...

Em 2002 ela foi pro palco do Galpão Cine Horto contar uma história...
E nesse dia ele estava lá para registrar...
E assim o fez... lindamente!!!
Obrigada, Guto.
Aí está: Metafórica em carne, teatro e luz...

http://arquivogutomuniz.wordpress.com/2010/05/14/metaforica/

domingo, 16 de maio de 2010

Só...

Tanta coisa se passa aqui agora neste exato momento.
Neste momento em que escrevo e lhe vejo sentada em frente a tela grande teclando...
Minhas memórias de ontem... Havia tempo que não me aparecias daquela forma! - e como me faz falta, amor...
Lembranças dos momentos de encontros, músicas, surpresas, horas para se perder sobre lençóis brancos nas manhãs ou tardes de sol ou chuva... Nada importava!
Minhas saudades de começos... Pressas e necessidades boas para peles e desejos!
Nossas declarações cantadas em verso e prosa... Tudo era lembrança!
Ah... mas o tempo existe!
E preciso ter calma.
Preciso buscar entender que somos diferentes...
E por isso mesmo temos necessidades diferentes!
E por mais que isso me pareça estranho, preciso saber que somos duas...
E não uma coisa só!
E preciso também saber esperar... Porque em alguma hora você vem!
Você vai desligar tudo e vir.
E eu vou estar aqui para lhe aquecer os pés, as mãos... o corpo!
E aí você vai dormir abraçada em mim como uma criança pequena...
E será amada.
Mas enquanto você não vem... Sou eu aqui a divagar sozinha... tão perto e tão longe!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para que você não se esqueça nunca

As verdades absolutas não existem, eu sei.
Mas existem certas verdades que são incontestáveis e deixo aqui uma para você!
Porque as pessoas são preciosas quando as amamos e é preciso ter cuidado.
É preciso saber que consequências existem e que toda ação leva a uma reação.
Então, minha amiga, não se esqueça disso:

“Cuidado com o que planta no mundo!
O que planta no mundo!
Cuidado com o que toca;
Com a capacidade que gente tem de se envolver com as coisas.
Não adianta fingir que não sente.
Gente sente tudo!
Se envolve com tudo! Tudo!”

Trecho da peça: Por Elise de Grace Passô, Grupo Espanca!


terça-feira, 27 de abril de 2010

Para alguém em 26/06/03...

Adoro esse seu jeito de me fazer coisa sua.
Essa mania de me pegar sem pudor.
De me vasculhar inteira, cada poro meu, cada cárie minha, cada marca de cicatriz.
De me olhar assim como criança curiosa, perguntadeira, sempre cheio de – Por quê?
De me chamar de copo de leite e querer ser café pra poder misturar.
Imagina nós dois uma coisa só!
De brincar com meu cabelo, morder o meu nariz, esfregar a sua cara na minha.
De falar nessa língua que eu não entendo ao pé da minha orelha, mas que sempre respondo – Sim!
Adoro esse silêncio.
Essa coisa de me olhar nos olhos e ficar em silêncio.
Essa coisa de conversar em silêncio, de ouvir barulhos, nossos barulhos.
Não precisa falar o tempo todo.
Precisa é da boca.
Boca que dança, que brinca, que cria beijo esquisito, que dá lambida de vaca.
Lambida da língua que me encharca a cara toda e que me molha a calcinha.
De rir.
De rir muito.
Se pudesse, por horas só assim do lado seu, rindo.
De te perceber as manias, os jeitos, os gostos.
De te ouvir falando de artes...
Ser modelo sua.
Te ver os olhos me vendo no papel.
Perceber o ritmo da música dos teus olhos que vem e vão.
Que hora estão em mim... E hora também estão.
Sou eu ali, no seu traço que vai pro papel.
Sou eu ali, pra sempre.
Sou eu ali, arte pura e sua.
Sua.