Psiu!
Vem morar debaixo da minha saia?
Vem ficar aqui por horas...
Tirar com os dentes minha calcinha.
Devagar, bem sacana.
De vez em quando ter os incisivos passando, raspando minha pele branca, quente, arrepiada.
Esperando como louca a dentada!
E então ela se apresenta: molhada da boca sedenta, quente, grande, com texturas inacreditáveis.
Vem lamber como se fosse brincadeira, abrir espaço, provocar vertigens luminosas, criar necessidades assustadoras.
Vem com ela aos poucos e me tortura a carne rosa, as partes da coxa que ninguém vê, os meus lábios molhados, loucos por sua língua.
Vem criar gemidos, espasmos, barulhos – me morde!
Vem com a sua boca quente me arrombar, me açoitar, me comer!
Me vira do avesso, me coloca de quatro, de frente, de lado.
Me rasga com os dentes, me queima com o vapor que saí da boca sua... E me bebe!
Se lambuza com o meu líquido, se embriaga.
Me aperta na parede, me joga na cama, no chão...
Me come!
Puxa os cabelos, arranha com a unha, aperta com as mãos, enfia o dedo, a língua, o pau.
Quero te dar o peito pra mamar, chupar, morder, esmagar.
Me xinga, me bate, faz o que quiser, eu deixo!
Eu gosto, eu posso!
Vem morar debaixo da minha saia!
Quero te esconder aqui em lugares públicos, em escuros visíveis, em cantos escancarados.
Quero tornar público, sabido, invejado.
Pra ser sua!
... Sua e dela.