sábado, 28 de novembro de 2009

Coisas que vi...



Lá tudo é grande...
Chega a dar medo!
Quente de derreter a sola do sapato.
E os homens de lá tem a pele coberta de um pó que vale ouro...
Lá se faz aço de tamanhos indescritíveis pra se fazer coisas que, dizem, nos são fundamentais.
Não sei ao certo o que pensar de lá...
Mas eu tenho medo do que o home é capaz de fazer pra extrair da terra o que ela nos dá.
Essa "mãe-terra" que tudo fornece...
Resta saber até quando ela continuará a fornecer e qual será o preço final a se pagar!







segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O que se leva desta vida?

Muito pouco do que se gostaria.
E muito daquilo que não se pode medir.
Leva-se aquilo que não se pode pegar com as mãos...

Suas impressões do mundo...
Suas histórias vividas...
O que lhe contaram...
O que você conseguiu aprender...
Aquilo que teve coragem de falar e humildade de ouvir...
O amor que você deu tanto quanto aquele que recebeu.
Não é riqueza material, apesar de passarmos a maior parte da nossa vida correndo atrás dela.
Essa não se leva, não adianta.
Não se leva nada que hoje pra você parece fundamental, impressindível... AH! Na hora H nada disso tem valor. NADA!

E mesmo eu pensando isso e sabendo disso...
Mesmo tendo perdido tantos que amei e vendo que nada levaram...
Mesmo assim ainda é difícil...
A tal arte do DESAPEGO!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O lugar das coisas.

Tudo muito simples.
Pra cada panela existe uma tampa.
E você é do tamanho dos meus sonhos.

Você me faz bem.
É meu remédio de felicidade.
Minha cura pra ansiedades.
Minha panela com tampa perfeita.
Feita sob medida.
Mesmo sendo assim tão grande pra mim que sou tão pequetita...
E ficar sem ter você em mim, por uma semana que seja, faz dos meus dias inverno.
E nesses dias foi verão com brisa e som de mar ao fundo... Foi paraíso!
AH, saudades de poder ter mais tempo pra poder ter tempo de ter você.
Viva o encontro amor!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eta Saudade!

Saudades de ser várias pessoas...
De poder contar histórias...
Encontrar com outros olhos...
Ver e ouvir largos sorrisos ou sentidas lágrimas...
Saudade de ser atriz e subir no palco.
Ser atriz somente.

E esperar o terceiro sinal para poder encontrar com você.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Começos

Dizem que só nos começos a gente se emociona com certas coisas.
Dizem também que só nos começos as músicas tocam diferentes, nos emocionam, nos fazem parar para suspirar.
Não concordo!
Hoje, um ano e alguns meses depois do meu começo parei diante da imagem do meu amor dormindo.
E uma música me veio...

http://www.youtube.com/watch?v=PssiJ9ywc0g

sábado, 7 de novembro de 2009

Tragédia



Tem vez que me acho uma criança imatura, despreparada  pras coisas da vida adulta.
De certas maldades e malícias que se tem que ter pra dar conta do recado sem adoecer.
Perceber que não preciso de fingir que sou forte, mas também não sendo tão fraca.
Saber dizer não, ao invés de dizer sim pra agradar a todos.
Eu não tenho que agradar a todos o tempo todo.

Ontem fiquei pensando:
- Nossa quando será que eu vou crescer!? Quando será que vou conseguir não ser atingida por tudo sempre que algo me surpreende ou sai do controle!?

Eu não sei...
Acho que na verdade isso tudo é culpa de ninguém.
Estranha ficou essa frase... Mas é isso mesmo.
Eu acho que isso tudo é culpa de ninguém.
É minha mesmo!
Eu acho que ser assim sou eu.

E isso não quer dizer que é certo ou errado, não é isso.
Porque eu tenho essa tendência a acreditar em todos, a me jogar nas coisas, a entregar tudo, a pedir tudo, a querer tudo.
O meu problema é que não consigo ser pelas metades.
Não sou de meias cambalhotas!
Parece que comigo não tem anjinho e capetinha no ombro, ou é um ou é outro... Sabe como!?

O meu problema é falta da possibilidade de ser atriz.
De ter público, platéia...
De colocar meu drama no lugar certo, lugar devido.
E nisso, nessa coisa perdida que me encontro, nesse vácuo imenso entre eu e o palco, o drama me acomete.
Sou acometida pela impossibilidade do drama.
E aí me trasformo numa tragédia!