Tem vez que me acho uma criança imatura, despreparada pras coisas da vida adulta.
De certas maldades e malícias que se tem que ter pra dar conta do recado sem adoecer.
Perceber que não preciso de fingir que sou forte, mas também não sendo tão fraca.
Saber dizer não, ao invés de dizer sim pra agradar a todos.
Eu não tenho que agradar a todos o tempo todo.
Ontem fiquei pensando:
- Nossa quando será que eu vou crescer!? Quando será que vou conseguir não ser atingida por tudo sempre que algo me surpreende ou sai do controle!?
Eu não sei...
Acho que na verdade isso tudo é culpa de ninguém.
Estranha ficou essa frase... Mas é isso mesmo.
Eu acho que isso tudo é culpa de ninguém.
É minha mesmo!
Eu acho que ser assim sou eu.
E isso não quer dizer que é certo ou errado, não é isso.
Porque eu tenho essa tendência a acreditar em todos, a me jogar nas coisas, a entregar tudo, a pedir tudo, a querer tudo.
O meu problema é que não consigo ser pelas metades.
Não sou de meias cambalhotas!
Parece que comigo não tem anjinho e capetinha no ombro, ou é um ou é outro... Sabe como!?
O meu problema é falta da possibilidade de ser atriz.
De ter público, platéia...
De colocar meu drama no lugar certo, lugar devido.
E nisso, nessa coisa perdida que me encontro, nesse vácuo imenso entre eu e o palco, o drama me acomete.
Sou acometida pela impossibilidade do drama.
E aí me trasformo numa tragédia!