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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Change...

Troco meus sonhos,
minhas noites insones,
meus devaneios,
minhas fantasias...
 Por uma noite de realidade com você!!!


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Perturbações

Meus sonhos andam me tirando o sono...
Vagando por entre os lençóis, penetrando pelas frestas...
Buscando espaço no meio das pernas!

Meus sonos andam se perdendo por sonhos...
Que perturbam a respiração, atrapalham a pulsação...
Buscando caminhos por entre as ideias!

Meus tempos se perdem em tentar encontrar você...
Esperando pra esbarrar novamente o corpo, ansiando pelo olhar...
Buscando acalmar o calor que assola o meu sertão!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

AVISO!!!

E não, meu amor... 
Eu não desisto tão fácil das coisas!
Eu não tenho limites para certas vontades! 
Sou NADA ou TUDO.
Não existe o MEIO aqui.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pra ficar na lembrança...

Hoje basta fechar os olhos...
Está tudo aqui, ainda!
No presente esse passado do que foi outro dia.
Tá na memória do corpo, da pele...
No caminho feito pelo suor, pela ânsia, pelo desejo.
Tá aqui sua mão em mim plantada, marcada, molhada!
Sua saliva doce pousada!

Porque tinha tempos que não me acometia essas febres, esses calores.
Porque havia anos que não me permitia arrombamentos feitos de tormentos, amores.
Dessa coisa que ninguém explica, mas que se entende ao longe.
Das coisas do amor ainda tenho tanto que aprender, mas o pouco que sei te dei, te dou... Basta pedir!
Clamar, desejar... sou lá inteira sem meios termos!
Intensa pra quantas vezes a vida se apresentar assim, pra nós!
Sim, eu me lembro de tudo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Paixão...

Poderia ficar por horas...
Comendo amoras...
Amoras...
Amores... Amor!
Ahhh, como eu amo amoras, amor!


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pra hoje...



Eu e você!
É tão delicioso como bolo...
Bolo de chocolate!!!
Com tudo o que vem nesse bolo que eu amo... E repito sempre...
Mais um pedaço... E mais outro...
Pra tentar matar essa fome que não termina nunca!
Fome de tudo o que é você, amor.

Parabéns... 


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Vontade amor...

A vontade de você é cada vez mais urgente...
Vem logo!


21 de Janeiro; Texto para uma despedida longa. Parte III (2003)

Era um misto de prazer e dor. Violência. Que se foda o carinho. Tinha dor. Que se foda a poesia. À merda com todas aquelas coisas bonitinhas que um dia sonhei em lhe dizer. Coisinhas fúteis, piegas e babacas. Coisinhas que você deve ter cansado de ouvir das menininhas boçais desse mundinho medíocre que você bem conhece. Coisinhas de folhetins baratos que nada tem a ver com essa história de Marques de Sade que nos propomos viver.  Por inferno a porra da esperança de que um dia você venha a entender as metáforas, os textos, as cambalhotas. Ou que venha, um dia, ter a capacidade de, pelo menos, responder à altura as minhas belas palavras desperdiçadas em textos e cartas que já lhe enviei. E que, sinceramente penso, você nunca as realmente compreendeu. Poesia, meu caro, poesia. Mas afinal, era para quilo que fomos ali, não era? Para o nosso banquete de carne barata. Para a nossa obrigação. Então agora eu de quatro, “vaca que sou”. Meio prostituta, meio princesa, meio menina, meio mulher, meio sozinha. Nada inteira. Só meia. E meio gostando daquilo. E meio odiando aquilo tudo. Olhava para os vários espelhos, os enormes espelhos, os gigantescos espelhos e gostava. Era um misto de prazer e dor. Nada a ver com a minha realidade tão pudica e romântica. Sabe que tenho o sonho do amor? É, daqueles de casar de véu e grinalda, flores de laranjeira, família grande com crianças no quintal, almoços de domingo, mãos dadas, felizes para sempre. Mas tinha que cumprir um papel, e um papel já estreado, afinal se passaram um ano e meio desde o dia em que lhe disse sim, fazendo surgir toda aquela necessidade, toda aquela urgência. Assim meio suja, meio satisfeita. No meio de tudo, no meio de todas. Tinha medo dos nomes, eram tantos os nomes, algum podia não ser o meu. Canalha, tinha pânico de numa dessas, meu nome trocado e o tesão mutilado. Já pensara nisso de outras vezes, mas desta tinha um pavor de realidade, sabia das várias outras. Desejava o silêncio dos nomes e os barulhos da nossa pornografia. Anda me coma antes que eu lhe engula. Fala besteiras pra eu fazer com seu pau que por vezes me machuca o ventre. Talvez fosse de raiva, talvez de desespero. Quanta experiência! Aprendeste mais com as tantas outras que vens catalogando? E as outras todas a me atormentar o sexo sacana de pudica.
Pensava que depois iria ser paga, ele me deveria pagar. Mas quanto? Quanto eu valia? Naquele momento creio que muito pouco. Gueixa de quinta.  Sentia-me apenas mais uma, nada de especial. Mas eu era especial! Eu tinha de ser especial. Ele era. Ele príncipe às avessas do meu conto de fadas forjado pela contadora de causos, sempre a aumentar um ponto para acreditar. Historiadora de merda, sem fatos plausíveis, sem documentos, sem verdades. Apenas com um chegue para pagar no final. Meu gigolô barato. Tinha que acabar logo. Por alguns momentos eu já exaurida banhada em suor lhe ouvia dizer que queria mais, que ainda não era a hora de acabar. Faminto. Atleta do sexo. Mas só pelo prazer de mais uma comida. E eu já saciada de uma realidade que não era o que queria. Mas era preciso ainda continuar. Havia uma coisa pela qual eu esperei. Era preciso continuar tentando. Havia uma coisa pela qual eu esperava. Era necessário continuar tentando. Exaustos os dois. Por fim, pedi que ainda permanecesse. Um resto de romantismo, de carinho, de esperança, de desejo de morte. Queria sentir seu peso a me esmagar. Queria ser esmagada. Sai rápida, viva, para preparar seu banho. Maquiando uma realidade pela terceira ou quarta vez, já nem sei mais, me perdi na contagem das mentiras. Já nem eu mais era convencida. 

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sem título... em 2003!

Essa coisa que me incomoda, que me dói o peito, que me arrebenta, tira meu apetite, me arregaça o ventre, estupra a alma, que nem dor de porrada – bem dada! – essa coisa tem nome, endereço, identidade, impressão digital – que ta no corpo todo! – essa coisa tem CPF, registro, essa coisa vota, tem cheiro, cor, suor;
Essa coisa que me tira o sono, que me bota na cama, que me molha a calcinha e me vira do avesso, que me pede pra ficar de quatro  – e eu faço! – essa coisa que me faz prostituta feliz quando se perde boca e nariz no meio do meu centro adentro e me fala pornografias com sua língua dilatada e quente aos meus todos ouvidos. AH! Essa coisa tem corpo que pesa e esmaga e quase mata depois do gozo, e eu embaixo gostando – delicia! – porque permanece lá dentro, pulsando no meu segredo, na minha boca que se cala farta, saciada, inundada de tudo o que vem dessa coisa... Que tem nome – o nome dele! 


domingo, 11 de julho de 2010

Hoje o dia é...

MEU!!!


E posso dizer que são 32 anos bem vividos.
Aguardo os próximos... sem pressa!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Me emociona quando ouço...



Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Seu o meu...

Queria lhe fazer um pedido, será que posso?
Olha, meu amor, está aqui meu corpo, está aqui todo ele.
Entrego-lhe de forma despudorada, inteiro.
É seu.
Toma-o. Por favor, toma-o!
Beba-o como bebem os bêbados sedentos pelo álcool.
Receba-o como a um copo de água em dia quente de verão intenso.
Olha-o como uma criança e leve-o para brincar.
Brinque com o que é seu.
Descubra os cheiros, os gostos, sabores como se faz com uma taça de bom vinho.
Deguste, aprecie, se lambuze como se faz com o chocolate.
Vire, revire, coloque-o onde bem lhe convier.
Coloque-se sobre, sob, dentro.
É seu.
Toma-o, por favor!
Use-o de todas as formas possíveis de se usar, faça de todas as formas possíveis de se fazer, tome-o de todas as formas possíveis de se beber.
Por favor, é seu.
Toma-o!
E depois o deixe, exausto, pousar sobre o leito de lençóis, suor e molas.
Deixe-o repousar, dormir, morrer...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Homenagem

Tenho sonhos perturbadores e idéias mirabolantes.
Um ritmo tão cruelmente lento que me tira do sério.
... Essa mão dentro da minha calcinha...
Essa punheta particular.
Pra ter você me vendo te ver me olhando.

Bethânia...

Quando eu a ouço tudo faz sentido.
Cada palavra tem o peso certo.
Me arrepia!
AH, Bethânia... Sonhei hoje com vc falando pra mim!
Acordei em paixão de ser humano embriagado com o sons de sonhos...

“MORA COMIGO NA MINHA CASA UM RAPAZ QUE EU AMO.
AQUILO O QUE ELE NÃO DIZ, PORQUE NÃO SABE,
VAI ME DIZENDO COM SEU CORPO QUE DANÇA PARA MIM...
ELE ME ADORA, E EU, VEJO ATRAVÉS DE SEUS OLHOS O MENINO QUE APERTA O GATILHO DO CORAÇÃO SEM SABER O NOME DO QUE PRATICA.
ELE ME ADORA;
E EU ME GRATIFICO SÓ COM OS OLHOS QUE VEJO.
CORTO TODAS AS CEBOLAS DA CASA, ARRASTO MÓVÉIS, INCENSO!
ELE TEM MEDO DE DIZER QUE ME AMA...
E ME APERTA A MÃO...
E ME CHAMA DE AMIGA!” 


LUIZ CARLOS LACERDA.

Mas quando ela fala... Eu ouço de forma diferente!

terça-feira, 20 de abril de 2010

O meio de nós...

Tenho falado muito de você esses dias.
Pensado e falado.
Escrito também, porque você sabe, escrever me acalma a alma.
Porque tem dias que tenho saudade dos inícios...
Do nosso conhecer primeiro.
Daquela aventura sem limite e cheia de desesperos.
Bom, acho que isso é coisa dos meios, dos acontecendo da vida.
Esse momento que... já nem tão lá está e muito menos alí logo pra acabar se vê chegar.

No meio.
Já me sei e já me sabes...
Já te percebo e já te conheces...
Já não habita em nós muitas novidades...
E nem sempre sentimos mais as necessidades de antes.
Estamos alí, entre o quente e o frio... no morno da vida!

Arrebatamentos!
Sinto saudades dos arrebatamentos, da falta de ar, do frio na barriga...
As fomes que manjar nenhum arruma jeito de saciar;
A boca seca que água nehuma trata modos de findar;
O desejo sem fim de te olhar.

Coisa dos meio, acredito.
Mas, olha, eu cá sentada nesse meio, falo com sinceridade de tudo que sou eu e mim:
- Te quero querendo sem fim. Porque aqui em mim na verdade nada de morno se passa. Ainda pego fogo quando a presença se faz. Querendo a água tua... Sabendo pensamentos de quentura na noite e de delícias nas manhãs nuas. Te buscando sempre com tudo o que em mim é amor por tudo aquilo que hoje na história de águas, mexericas e melancias habita. Não, meu amor, eu não te esqueço em nada nesse corpo. Tudo em mim é memória dos começos e agora também dos meios. Porque bem disse uma vez um alguém, que já não me recordo: -  Não se pode começar de novo um começo já começado, mas se pode fazer mais uma vez um começo de não querer acabar...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Verão...

Como faz calor aqui...!
...muito mesmo...
Nem sonho refresca...
Na vedade se sonho piora bastante!



sábado, 17 de abril de 2010

Em busca do 7 de setembro...

Porque preciso me desvencilhar de você.
Porque preciso viver sem você.
Porque as minhas coisas não podem precisar de você para acontecer.
Porque é preciso que haja ar para além desse que sai dos seus pulmões.
Porque a vida acontece mesmo quando você não me olha.
Porque você não me vê o tempo todo.
Porque meus olhos não podem te seguir a todo momento.
Porque o mundo gira e eu estou nele...
Porque eu estou aqui e não é você a razão do meu nascimento.
Porque existe algo que é maior do que meu desejo em te amar.
Porque tem que existir o meu amor pelo que é o meu desejo antes de tudo.
Porque você não é tudo!
E eu tenho que me perceber como muita coisa...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Palavrar...

O que torna real é o falar.
"Palavrar" sobre as coisas que vivem no mundo de lá.
No mundo de lá de dentro, que vem do devaneio da cabeça que sonha.
Desejo colocado no lugar certo tem 50%de chance de dar certo e 50% de chance de não dar em nada.
Mas aí volta a ser sonho sonhado, não se perde nunca.
Pode-se engravidar de sonhos machos e ser mãe de desejos de menina.
Mas o fato é que foram feitos pra existirem, pra serem paridos, colocados pra fora.
Foram feitos pra se dar ao mundo.
Nem que seja num sorriso, numa lágrima, num abraço dado no vento...
"Palavrar" as esperanças!
Porque "donde" vem um... brotam milhares!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quando não há mais pra onde correr

Tem um certo momento em que não adianta ficar adiando.
Tem certas horas que não é mais possível fechar os olhos.
Tem acontecimentos que nos impulsionam para um lugar que muitas vezes não queremos ver.
Acontece, meu caro, que nessas horas não há mais lugares onde se esconder.
Não há esconderijo.
Aqueles da infância já não te cabem mais e podem ser perigosos a curto prazo!
Os da adolescência... São tão pequenos e traumáticos que é melhor você ficar longe.
Então, pra que correr?
Vai lá e encara.
Não lhe digo que será fácil, muitas vezes vai doer como uma porrada, mas vai lá!
E, olha, lhe escrevo isso porque eu preciso de ler isto.
Porque cheguei num ponto em que alguma coisa terá que acontecer.
Porque também estou num lugar de decisão, de ponto de mundaça.
Mudar não é fácil e requer muito esforço.
São caixas e caixas de coisas para serem guardadas... Vai limpar suas gavetas e tirar a poeira do corpo.
Você vai ter que andar muito pra sair do lugar e isso vai dar fadiga, mas mesmo assim... Vai lá!
Paga pra ver!!!
E não espere que venha de alguém, porque não virá.
Não reze pedindo aos céus, porque a coisa é terrena demais.
Não fique plantado na frente do computador porque não é pela rede que terá a resposta.
Pela televisão muito menos.
Não virá uma carta, nem um manual lhe contando os segredos.
Essas coisas tem que se viver.
Então, vai, sai desse lugar, abre a porta!
Escuta o que lateja dentro e deixa isso te mover.
Quando não há mais para onde correr... levanta a cabeça, respira fundo e segue.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dias de verão


Escuta!
Para e olha!
Durante as noites de verão eu, quase nua, andando pela casa, era socorrida por cubos de gelo que derretiam. A porta da geladeira aberta, escancarada tentando... Tentando... Resfriar o corpo quente, em febre. As madrugadas eram longas e a cama tão grande. Não haviam ventiladores no quarto, nem ventos nas ruas vazias. Eu enlouquecendo, contorcendo, sendo, na cama, a cama. Deixando minhas próprias mãos escorrerem, percorrerem pelo corpo pulsante. Minha boca seca a espera de sua saliva. A língua exposta a espera do seu gosto viscoso saboroso pra me acalmar os desejos. 
Meus  órgãos todos a procura de salvação.
AH! Eles gritavam, urravam.
Minhas-tuas mãos por debaixo da camisola, calcinha a dentro, avante, sem medo. Os dedos tremulos queimados pelo calor do centro de meu desespero em brasa por sua calma. 
A respiração falhando e eu morrendo um pouco.
Era a ti que chamava.
Era de ti que precisava.
Era por ti que chorava.
Por entre as pernas, abertas, eu queria engolir. Queria te matar. Morrendo em mim. Dentro de mim. Odiando a tua surdez. Impertinente. Ignorante.
Eu gritando; silenciosamente urrando.