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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

21 de Janeiro; Texto para uma despedida longa. Parte III (2003)

Era um misto de prazer e dor. Violência. Que se foda o carinho. Tinha dor. Que se foda a poesia. À merda com todas aquelas coisas bonitinhas que um dia sonhei em lhe dizer. Coisinhas fúteis, piegas e babacas. Coisinhas que você deve ter cansado de ouvir das menininhas boçais desse mundinho medíocre que você bem conhece. Coisinhas de folhetins baratos que nada tem a ver com essa história de Marques de Sade que nos propomos viver.  Por inferno a porra da esperança de que um dia você venha a entender as metáforas, os textos, as cambalhotas. Ou que venha, um dia, ter a capacidade de, pelo menos, responder à altura as minhas belas palavras desperdiçadas em textos e cartas que já lhe enviei. E que, sinceramente penso, você nunca as realmente compreendeu. Poesia, meu caro, poesia. Mas afinal, era para quilo que fomos ali, não era? Para o nosso banquete de carne barata. Para a nossa obrigação. Então agora eu de quatro, “vaca que sou”. Meio prostituta, meio princesa, meio menina, meio mulher, meio sozinha. Nada inteira. Só meia. E meio gostando daquilo. E meio odiando aquilo tudo. Olhava para os vários espelhos, os enormes espelhos, os gigantescos espelhos e gostava. Era um misto de prazer e dor. Nada a ver com a minha realidade tão pudica e romântica. Sabe que tenho o sonho do amor? É, daqueles de casar de véu e grinalda, flores de laranjeira, família grande com crianças no quintal, almoços de domingo, mãos dadas, felizes para sempre. Mas tinha que cumprir um papel, e um papel já estreado, afinal se passaram um ano e meio desde o dia em que lhe disse sim, fazendo surgir toda aquela necessidade, toda aquela urgência. Assim meio suja, meio satisfeita. No meio de tudo, no meio de todas. Tinha medo dos nomes, eram tantos os nomes, algum podia não ser o meu. Canalha, tinha pânico de numa dessas, meu nome trocado e o tesão mutilado. Já pensara nisso de outras vezes, mas desta tinha um pavor de realidade, sabia das várias outras. Desejava o silêncio dos nomes e os barulhos da nossa pornografia. Anda me coma antes que eu lhe engula. Fala besteiras pra eu fazer com seu pau que por vezes me machuca o ventre. Talvez fosse de raiva, talvez de desespero. Quanta experiência! Aprendeste mais com as tantas outras que vens catalogando? E as outras todas a me atormentar o sexo sacana de pudica.
Pensava que depois iria ser paga, ele me deveria pagar. Mas quanto? Quanto eu valia? Naquele momento creio que muito pouco. Gueixa de quinta.  Sentia-me apenas mais uma, nada de especial. Mas eu era especial! Eu tinha de ser especial. Ele era. Ele príncipe às avessas do meu conto de fadas forjado pela contadora de causos, sempre a aumentar um ponto para acreditar. Historiadora de merda, sem fatos plausíveis, sem documentos, sem verdades. Apenas com um chegue para pagar no final. Meu gigolô barato. Tinha que acabar logo. Por alguns momentos eu já exaurida banhada em suor lhe ouvia dizer que queria mais, que ainda não era a hora de acabar. Faminto. Atleta do sexo. Mas só pelo prazer de mais uma comida. E eu já saciada de uma realidade que não era o que queria. Mas era preciso ainda continuar. Havia uma coisa pela qual eu esperei. Era preciso continuar tentando. Havia uma coisa pela qual eu esperava. Era necessário continuar tentando. Exaustos os dois. Por fim, pedi que ainda permanecesse. Um resto de romantismo, de carinho, de esperança, de desejo de morte. Queria sentir seu peso a me esmagar. Queria ser esmagada. Sai rápida, viva, para preparar seu banho. Maquiando uma realidade pela terceira ou quarta vez, já nem sei mais, me perdi na contagem das mentiras. Já nem eu mais era convencida. 

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Dessas coisas da vida... e da morte!

Ah, meu amor!
Dessa dor que vem cortando tudo, dilacerando corpo e alma, travando o coração que fica sem quê e nem porquê... Contra ela eu nada posso fazer!
Pegar com a mão e arrancar do peito, dar remédio para fazer passar, anestesia para não doer mais... Não há meios para isso acontecer!
Essa coisa de vida... que finda em morte...
Essas pessoas amores de vida toda que fazem parte pra sempre do que foi, do que é, do que será!
Feche os olhos, meu amor... Elas sempre vão estar com a gente, não tenha dúvidas disso.
Queria estar com você agora.
Te colocar no colo... te ninar... te deixar chorar... te ouvir falar... ficar no silêncio!
Queria estar agora com você!
Ah, meu amor!
O tempo vai te trazer de volta a lembrança gostosa, os cheiros, as imagens...
A presença em outro tempo, com outras cores, outros sabores...
O tempo, sábio de comprovada experiência, vai colocar aos poucos a paz de volta em seu lugar.
Saudade vai ficar também pra sempre, não vou te mentir!
A ausência será presença, as pequenas coisas levarão água aos olhos, um sopro no peito te fará suspirar...
Mas calma, meu amor... Calma!
Por mais que agora tudo seja longo e doloroso o tempo vem e sopra.
As horas passarão, os dias virão, meses... anos... Essa dor vai acalmar no peito.
E a lembrança vai te ajudar a seguir com a vida!
E um dia, quando a hora chegar, vamos todos nos encontrar.
Te amo!

domingo, 11 de abril de 2010

Sleepless night... Day to talk about limits!


Difícil isso, amor.
Cruel por muitas vezes...
Invisível a olhos distraídos.
Mas para saber basta que se preste um pouco de atenção. Será!?
Basta apenas olhar com vontade de destacar na multidão o que nem tão feliz está.
Complicado isso, eu sei.
E sei também da diferença que cresce nessas horas entre eu e você.
Nesse lugar de louca do qual você me olha e do lugar de insensível que eu te vejo.
Separadas aos poucos pelas invisíveis linhas dos nossos nem tão desconhecidos limites.
Quando o meu se machuca, quando o seu não existe...
Quando o que vejo me incomoda a ponto de cerrar o meu sorriso...
E quando o seu não se toca e deixa correr solta a vontade de que não houvesse.
Limites!
Para demarcar territórios que muitas vezes causam guerras.
Para dar sinais de que por alí não se pode passar sem se mudar de lado.
Para lhe dizer que: mais um pouco me magoa, amor! Que eu existo e sinto!
Porque viemos de "países" diferentes e é preciso saber dos limites de cada território.
Para que não se invada, para que não se percam as noções, para que não se cause a guerra!
Linha imaginária que se torna amarga e dura.
Ontem não dormi, não sonhei, não digeri, não tive frio nem calor.
Tomei remédios que não fizeram efeito.
Busquei pensamentos que não estavam presentes.
Esperei notícias que não chegaram.
Eu e meus limites não dormimos;
E também não choramos...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O que acontece!?

Tá tudo estranho aqui.
Tudo dói, lateja!
Grita.
Meus músculos contraem;
Meu maxilar endurece;
Minha cabeça pesa;
Meus olhos ardem.
Tudo em mim parece fora de compasso.
Agora tenho a sensação de que posso estourar no espaço quadrado que sou eu.
Tenho algo em mim que me corroe por dentro.
Algo estranho e ruim.
Não gosto disso que se passa aqui, mas não tenho meios de não sentí-lo.
Tudo parece tão errado.
O caminho errado, a escolha errada, eu errada!
O que se passa aqui me aperta cada centímetro do que sou em Ana e Flávia.
Mas quem sabe não é o habituar-me a essas escolhas.
O caber nessa nova roupa.
O encaixar nessa pessoa que não pode contar com ninguém mais se não ela mesma.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O ato de...

Hoje sentada aqui nessa cama, que não é minha, que é sua, penso no que fui até um segundo atrás.
No que fui e como isso me faz o resultado disso que você vê quando olha pra trás sorrindo.
Porque se hoje estou aqui, em algum momento da minha vida, eu escolhi estar.
O destino existe, mas sempre nos dá opções, escolhas.
E o que fiz até então me trouxe até aqui, até você.
Mas ao mesmo tempo é preciso que eu me desapegue de tudo o que fui para que outra vez a vida se faça real e pulsante.
Não, meu amor, eu não vou embora!
Te amo. Muito.
Porém, algo tem que se perder nesse caminho do que fui para que eu comece a ser novamente.
Estive sempre ali por crer ser o melhor, mas talvez eu mesma não tivesse forças para seguir e peitar as durezas das minhas escolhas.
Hoje, confesso, estar um tanto perdida com meu lugar ou minha falta de lugar.
Acontece que sempre tive certezas, contudo certezas não existem e se quebram facilmente.
Desculpa, amor, mas eu tô perdida e não sei que rumo tomar.
Estou como um barco à deriva no mar aberto sem ventos a soprar e a água na proa não me sinaliza terra firme.
Mas você é meu único ponto de certeza!
E é pra você que vou correr, pra cá, pra sua cama, seu colo, seu cheiro, sua pele...
Porque lá fora tudo é infinito e tenho medo de multidão.
Minhas certezas se foram e agora não sei mais o que sei fazer, pra onde ir, o que oferecer.
Agora eu tenho que des-ser o que fui sem deixar de ser quem eu sou.
Vou ter que me reaprender sozinha e saber que não existem mais redes de proteção.


Haiti

Eu sei que está longe.
Está a muitos kilometros...
Se eu chegar da minha janela não vou ver.
Nem se eu apertar os olhos verdes vou ver.
Não há nada na minha vida, na minha rotina que se altere com isso.
Minha vida não vai deixar de seguir seu rumo;
Todas as manhãs vou acordar, levantar, tomar meu café e ir trabalhar.
Minha vida seguirá independente desse fato.
Eu vou viver até quando me for possível, até no dia em que eu parar e me for.
Mas mesmo assim certas coisas nos doem.
Nos forçam a repensar a vida, a pensar nas outras pessoas...
Imaginar que um dia poderemos estar no mesmo lugar, porque nada nos faz melhores ou piores que nada e nem ninguém.
A terra que treme ali pode muito bem tremer aqui;
O teto pode desabar sobre nossas cabeças.
Nosso telhado pode não ser exatamente de vidro, mas pode ir ao chão em um instante.
Nossa casa pode ser de tijolos, mas um sopro também pode jogá-la longe.
Não somos onipotentes!
Não somos pra sempre!
E o que acontece lá nos afeta aqui.
Me afeta aqui, dói aqui.
E nessas horas repenso tudo...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Taí o resultado!

Dia de sábado.
Fui acometida por uma vontade enorme de voltar aos tempos de criança.
Tava tão feliz que não aguentei a possibilidade da água azul, o sol forte, a família reunida e um bóia gigantesca!!!
Fui fundo na vontade.
Há certas coisas que temos que fazer porque nos é impulso de vida, de alegria!!!
Eu e meu irmão!
Feito crianças de novo!!!
Mas acontece que o corpo já não é mais de uma criança...
Preciso alongar!
No dia seguinte lá estava meu recado pra mim mesma... e até hoje estou a lembrar!
Bom "preu" não esquecer.
Torcicolo FDP!!!
Mas valeu a pena.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

...

O se pode fazer quando habitam em vocês desejos conflitantes?


Não se engane!

Nem sempre você será entendido;
Nem sempre será ouvido;
Nem sempre será acarinhado.
O que você faz nem sempre volta pra você;
E fazer algo para alguém não quer dizer que eles também farão o mesmo por você.
Abdicar de algo em prol dos outros é um ato altruista, mas muitas vezes morre em você mesmo.
Não, não espere que te aplaudam sempre.
E lembre-se: A recíproca nem sempre é verdadeira!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

No meu silêncio...

No meu silêncio reside toda a minha angústia;
Minha mais pura insegurança;
Meu desejo de sumir;
Minha vontade de ser outra.

No meu silêncio mora minha raiva;
Minha vontade de gritar até ficar rouca;
Meu corpo tenso... dolorido;
As rosas do meu jardim prontas pra explodir;
Minha ansiedade faminta.

No meu silêncio habita minha tristeza infinita;
Minha estrutura de vidro;
O fim de minhas esperanças;
Minha criança perdida no meio de tudo.
Minha palhaça no picadeiro escuro... ouvindo choros!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PARA ALGUÉM PRESTES A PULAR NO PRECIPÍCIO... (2007)


Ele – É preciso ter muita coragem! Muita.
Ela – É preciso estar completamente desesperado!
Ele – Porque você acha que é desespero e não coragem?
Ela – Porque não é um ato de bravura é desespero. É uma situação de limite!
Ele – Você realmente acredita nisso que acabou de me dizer?
Ela – Acredito!
Ele – Você não entende! Você não sabe, nunca esteve diante do nada e no nada se lançou!?
Ela – Não. Tenho os pés no chão e sei que é o melhor jeito de se estar neste mundo!
Ele – É uma pena! Uma pena realmente você ser tão... Cravada no chão!
Ela – Por que você diz isso?
Ele – Porque é realmente uma pena conhecer alguém que nunca se lançou, nunca se entregou as coisas de um precipício.
Ela – Eu não preciso disso para viver!
Ele – É talvez não precise mesmo. Algumas pessoas não precisam. Passam pela vida desse jeito e acham que com isso saem ilesas das coisas do saltar, do se lançar, do estar nas nuvens!
Ela – Eu não preciso de me lançar para saber que no final existe o chão! Eu prefiro estar nele, com os pés nele!
Ele – Então é isso; você nunca saberá o que é correr o riso de estar pleno.
Ela – Como assim?
Ele – Assim.
Ela – Espera! Você vai pular agora? Aqui na minha frente!
Ele – Vou. E eu queria que você pulasse comigo. Pula comigo!?
Ela – Mas eu não posso!
Ele – Por que não pode? O que te impede de ir comigo, de se lançar comigo?
Ela – Eu prefiro ficar aqui.
Ele – Então eu vou. Mas fique sabendo que não volto mais. Eu me lançarei e quando isso acontecer nós dois estaremos separados para sempre, entende!?
Ela – Mas então por que você quer ir se vamos nos separar?
Ele – Porque eu te amo!
Ela – Mas se me ama então fica!
Ele – Não posso!
Ela – Você é um egoísta, sabia?
Ele – não acho que seja um egoísmo. Eu estou aqui do seu lado te pedindo pra pular comigo pra sermos plenos juntos. Eu quero compartilhar com você! Eu quero que nos deixemos cair nesse precipício que é muito maior e muito mais bonito do que esse chão, que esse lugar.
Ela – Mas você não entende que eu tenho medo!
Ele – Mas eu também tenho medo! Quem lhe falou o contrário?
Ela – Você falou em coragem...
Ele – E você em desespero!
Ela – Mas...
Ele – Pula comigo!? Não vê que eu te amo! Que quero estar com você não importa o quanto isso me deixe com medo. Eu quero estar com você!
Ela – Mas eu tenho medo!
Ele – E eu tenho amor demais...
Ela – Mas eu tenho medo de me machucar quando o chão chegar...
Ele – Mas o chão vai chegar... Uma hora ele sempre chega!
Ela – E aí? E quando o chão chegar...
Ele – Nós vamos nos levantar, eu vou beijá-la, vou cuidar de você e você também vai cuidar de mim. Então, vamos subir vários lances de uma outra escada, que não essa, vamos nos olhar nos olhos e antes de pularmos novamente vamos repetir tudo isso o que acabamos de dizer... Até que chegue o dia em que nada mais fará sentido...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Se você soubesse...

Ah, amor se você soubesse do tamanho do amor que eu sinto...
Se soubesse como tudo em você me encanta...
Se soubesse da minha paixão, que não diminuiu nem um pouco nesse tempo juntas...
Se tivesse conhecimento da importância da sua chegada na minha vida...
E da alegria de te ter perto ainda...
Se pudesse sentir o que se passa em mim cada vez que te vejo...
Cada vez que te toco...
Cada vez que te sinto...
Se você soubesse, amor, que me tem inteira e não pela metade...
Que meu todo é todo seu e de mais ninguém...
Se pudesse ver com os meus olhos...
AH! Se eu pudesse fazer isso acontecer deixaria você ser eu por um dia inteiro ao seu lado pra ver o que é que se passa.
Pra você ter certeza do que sinto...
Pra você não ter medo e nem insegurança...
Pra você acreditar em mim.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Engasgada com uma bola de pêlos...

Não dormi direito de ontem pra hoje.
Não conseguia respirar...
Tinha uma coisa na garganta e um monte de pensamentos na cabeça.
Tristeza sem fim essa frustração de artista do palco que acredita demais nas coisas.
Que sonha com o reconhecimento.
Que se dedica e cria para o público ver e passar bons momentos ali naquela sala...
Ah, cruel realidade!
Mais uma vez morro um pouco diante de planilhas e números cruéis que teimam em terminar negativos.
Tenho uma bola de pêlos de gato presa na minha garganta e uma vontade infinda de chorar! 

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Desde pequena!

Não que eu tenha crescido muito nesses tempos...
Mas é eu já fui menor que isso que sou hoje!

Mas acontece que desde pequena eu sempre achei que ia ser uma coisa.
E veja só!
Num é que eu num sou ainda...
Já cheguei perto de conseguir ser, já até fui bem mais longe do que pensei, mas...
Ainda não deu.
Tem sempre uma pedra no caminho, né Drummond!?
Baralho de pedrinha Filadaputa!!!
Bate sempre do dedim mindim.
E dedim mindim dói... mais dói... que o único jeito é parar e gritar - P.Q.P!

Daí eu penso: - Acontece! Respira que isso acontece.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tá apertado aqui...

Tô chorando...
Agora, neste instante em que estou aqui escrevendo, eu tô chorando!
Não me peça para lhe explicar a causa, ou a intensidade, mas meu choro vem de um instante em que não consegui mais conter a lágrima.
Ontem enquanto dirigia, enquanto comia, conversava com você segurei todo o tempo para não chorar, mas agora eu não seguro mais.
Tudo me emocionava, me feria, me atingia.
Meus medos, minhas ausências, minhas perdas... saudades!
De repente a vida do lado de fora me parece uma faca que corta tudo... e eu papel fino.
Agora o acúmulo de tudo me faz transbordar.
Eu choro por tudo e é bem provável que não seja nada, pra você.
Tá apertado aqui...
Fechando a garganta... atrapalhando a concentração... turvando a vista e bagunçando o coração.
Estou a um passo de não querer mais sair de casa, do quarto, da cama.
Estou a um passo de não querer te ver hoje!
Estou a um passo...
Mas hoje é quarta, dia de viver e dar mais passos do os que talvez eu queria dar.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pedras nos rins

... às duas da manhã acordei com uma dor inacreditável!
Eu virei e nada, esquentei e nada.
P.Q.P! Doía muito, demais da conta... Nussa!

Pronto socorro do Life center das 3 às 6 da manhã...
Resultado: Cálculo renal.
... logo eu que sempre fui péssima em matemática!



AVISO AOS RINS:
Por essas e outras a D. Visícula foi tirada desse corpinho aqui.
Vocês bobeiam pra ver só uma coisa!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Coisa verde que toma a gente.

Dor de Cotovelo
Composição: Caetano Veloso

O ciúme dói nos cotovelos,
na raiz dos cabelos,
gela a sola dos pés.

Faz os músculos ficarem moles,
e o estômago vão e sem fome.
Dói da flor da pele ao pó do osso.
Rói do cóccix até o pescoço
Acende uma luz branca em seu umbigo,
Você ama o inimigo e se torna inimigo do amor.
O ciúme dói do leito à margem,
dói pra fora na paisagem,
arde ao sol do fim do dia.

Corre pelas veias na ramagem,
atravessa a voz e a melodia.