
Imagine que você é um elefante. Desses grandes, gordos, desajeitados que até hoje só fez jogar as coisas pro lado de fora da bacia, do tonel de comida, da sua vida.
Agora imagine que você encontra um lindo cristal que apesar das pequenas ranhuras que possui devido ao tempo de vida não possui mais nenhum defeito.
Imagine que você, elefante que é tenta segurá-lo e viver ao lado dele porque se apaixonou por sua beleza, sua luz, sua transparência, sua possibilidade de vida. E a partir daquele instante algo também se modificou na sua vida, fez sentido, se completou de forma única.
Então, o que faria o Elefante com o Cristal?
Bom, no caso desse elefante aqui posso dizer que tenho tropeçado na pedras que aparecem... Ele, o cristal, ainda não se quebrou, mas sei de que poderá se partir um dia se o elefante continuar a não olhar por onde anda e que caminho escolhe fazer.
E o triste disso tudo é que com medo de que se quebre eu vá perdendo o cristal em pequenas quedas tentando provar a todo custo que nem tão perfeito assim ele é.
Sendo que o grande paspalho, palhaço e bufão sou eu, o elefante!
E sendo assim quem no fim de tudo irá se partir?
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