... contar histórias...
Tudo isso só com a voz!
Além de muitos outros que não estão aqui agora, mas que contam outras tantas histórias...
"... me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço..." CFA.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Texto para Odete - Em 14/10/2002
Silêncio...
Aquilo que me sustentava estava aqui há pouco.
Eu sei. Estava aqui para me manter de pé, eu a rocha.
Mas já não está. Se foi e, no entanto permaneço...
Não foi preciso. Então, não era preciso.
Mas era meu ponto de equilíbrio, minha segurança, minha prisão consentida, limitada.
Limitando-me, tornando estável, sólida.
Estava aqui há pouco.
Mas... E agora?
Se tivesse força, romperia com as mãos.
Permaneceria livre.
Tenho medo!
Medo do que posso ver, do que está do outro lado.
É necessário falar baixo para que eles não saibam do que sei. Eu sei... Sei de tudo.
Senhor! Tira-me do peito isso que arde, me tira essa visão colada da retina, me põe de volta, me toma a fala, me põe louca.
Salva na insanidade.
Segura na mão de uma criança; dá-me a mão da criança, mãos infantis de salvação.
Mas é inevitável... Chega a hora...
Por mais que eu queira o tempo estrangular, por meus dedos ele escorre.
Mas o que dizer, nada sei. É inevitável.
Tenho que dizer é tempo de falar, gritar...
Escutem... Escutem...
A criança que tenho nos braços me rouba o seio esquerdo para se alimentar e no direito dorme tranquila...
Busca gotas d’água para me matar a sede e me trazer vida.
A criança que tenho nos braços sou eu menina.
Para a atriz Fernanda Kahal... de quem tenho saudades de ver!
Me emociona quando ouço...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
No tempo do Café com leite...
Era São Paulo e Minas revezando no poder...
Era leite com café tudo misturado...
Era ocê procê pra vosmicê com vossuncê...
Era eu e você...
Lá e cá era pertim demais da conta, mano...
Era vontade de ficar ligado num caminho de pista dupla com pedágio e tapete seguro pra chegar mais rápido.
Lembrança boa de se ter...
Causo bom de se contar...
Amiga boa de reencontrar...
Amigo mineiro paulistando pra saudade apertar...
Sobrinha branquela dos óio azul pra tia de longe amar...
E a lembrança boa de uma dança de paulista e mineira pra eternidade guardar!
Eta trem doido, sô!!!
Era leite com café tudo misturado...
Era ocê procê pra vosmicê com vossuncê...
Era eu e você...
Lá e cá era pertim demais da conta, mano...
Era vontade de ficar ligado num caminho de pista dupla com pedágio e tapete seguro pra chegar mais rápido.
Lembrança boa de se ter...
Causo bom de se contar...
Amiga boa de reencontrar...
Amigo mineiro paulistando pra saudade apertar...
Sobrinha branquela dos óio azul pra tia de longe amar...
E a lembrança boa de uma dança de paulista e mineira pra eternidade guardar!
Eta trem doido, sô!!!
terça-feira, 18 de maio de 2010
Alegria de dinda...
... Poder responder zilhões de vezes a mesma pergunta ao ver Monstros S.A.:
- Cadê a Bu!?
E dizer pra você com a mesma vontade de sempre:
- A Bu tá escondida! ou Olha ela alí! ou Ela tá dormindo! ou Olha lá ela de fantasia! ou A Bu tá na bolsa do Sully, amor! rs...
E ver na sua carinha um sorriso e o olhar de "minha dindinha sabe das coisas"!!!
Eh, amor, por enquanto eu sei sim... ainda mais se for sobre desenhos animados...
Pode perguntar sempre que a Dinda responde!
Otto, amor da Dindinha!!!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
E assim nasceu Metafórica...
Em 2002 ela foi pro palco do Galpão Cine Horto contar uma história...
E nesse dia ele estava lá para registrar...
E assim o fez... lindamente!!!
Obrigada, Guto.
Aí está: Metafórica em carne, teatro e luz...
http://arquivogutomuniz.wordpress.com/2010/05/14/metaforica/
E nesse dia ele estava lá para registrar...
E assim o fez... lindamente!!!
Obrigada, Guto.
Aí está: Metafórica em carne, teatro e luz...
http://arquivogutomuniz.wordpress.com/2010/05/14/metaforica/
domingo, 16 de maio de 2010
Só...
Tanta coisa se passa aqui agora neste exato momento.
Neste momento em que escrevo e lhe vejo sentada em frente a tela grande teclando...
Minhas memórias de ontem... Havia tempo que não me aparecias daquela forma! - e como me faz falta, amor...
Lembranças dos momentos de encontros, músicas, surpresas, horas para se perder sobre lençóis brancos nas manhãs ou tardes de sol ou chuva... Nada importava!
Minhas saudades de começos... Pressas e necessidades boas para peles e desejos!
Nossas declarações cantadas em verso e prosa... Tudo era lembrança!
Ah... mas o tempo existe!
E preciso ter calma.
Preciso buscar entender que somos diferentes...
E por isso mesmo temos necessidades diferentes!
E por mais que isso me pareça estranho, preciso saber que somos duas...
E não uma coisa só!
E preciso também saber esperar... Porque em alguma hora você vem!
Você vai desligar tudo e vir.
E eu vou estar aqui para lhe aquecer os pés, as mãos... o corpo!
E aí você vai dormir abraçada em mim como uma criança pequena...
E será amada.
Mas enquanto você não vem... Sou eu aqui a divagar sozinha... tão perto e tão longe!
Neste momento em que escrevo e lhe vejo sentada em frente a tela grande teclando...
Minhas memórias de ontem... Havia tempo que não me aparecias daquela forma! - e como me faz falta, amor...
Lembranças dos momentos de encontros, músicas, surpresas, horas para se perder sobre lençóis brancos nas manhãs ou tardes de sol ou chuva... Nada importava!
Minhas saudades de começos... Pressas e necessidades boas para peles e desejos!
Nossas declarações cantadas em verso e prosa... Tudo era lembrança!
Ah... mas o tempo existe!
E preciso ter calma.
Preciso buscar entender que somos diferentes...
E por isso mesmo temos necessidades diferentes!
E por mais que isso me pareça estranho, preciso saber que somos duas...
E não uma coisa só!
E preciso também saber esperar... Porque em alguma hora você vem!
Você vai desligar tudo e vir.
E eu vou estar aqui para lhe aquecer os pés, as mãos... o corpo!
E aí você vai dormir abraçada em mim como uma criança pequena...
E será amada.
Mas enquanto você não vem... Sou eu aqui a divagar sozinha... tão perto e tão longe!
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Para que você não se esqueça nunca
As verdades absolutas não existem, eu sei.
Mas existem certas verdades que são incontestáveis e deixo aqui uma para você!
Porque as pessoas são preciosas quando as amamos e é preciso ter cuidado.
É preciso saber que consequências existem e que toda ação leva a uma reação.
Então, minha amiga, não se esqueça disso:
Mas existem certas verdades que são incontestáveis e deixo aqui uma para você!
Porque as pessoas são preciosas quando as amamos e é preciso ter cuidado.
É preciso saber que consequências existem e que toda ação leva a uma reação.
Então, minha amiga, não se esqueça disso:
“Cuidado com o que planta no mundo!
O que planta no mundo!
Cuidado com o que toca;
Com a capacidade que gente tem de se envolver com as coisas.
Não adianta fingir que não sente.
Gente sente tudo!
Se envolve com tudo! Tudo!”
Trecho da peça: Por Elise de Grace Passô, Grupo Espanca!
Seu o meu...
Queria lhe fazer um pedido, será que posso?
Olha, meu amor, está aqui meu corpo, está aqui todo ele.
Entrego-lhe de forma despudorada, inteiro.
É seu.
Toma-o. Por favor, toma-o!
Beba-o como bebem os bêbados sedentos pelo álcool.
Receba-o como a um copo de água em dia quente de verão intenso.
Olha-o como uma criança e leve-o para brincar.
Brinque com o que é seu.
Descubra os cheiros, os gostos, sabores como se faz com uma taça de bom vinho.
Deguste, aprecie, se lambuze como se faz com o chocolate.
Vire, revire, coloque-o onde bem lhe convier.
Coloque-se sobre, sob, dentro.
É seu.
Toma-o, por favor!
Use-o de todas as formas possíveis de se usar, faça de todas as formas possíveis de se fazer, tome-o de todas as formas possíveis de se beber.
Por favor, é seu.
Toma-o!
E depois o deixe, exausto, pousar sobre o leito de lençóis, suor e molas.
Deixe-o repousar, dormir, morrer...
Olha, meu amor, está aqui meu corpo, está aqui todo ele.
Entrego-lhe de forma despudorada, inteiro.
É seu.
Toma-o. Por favor, toma-o!
Beba-o como bebem os bêbados sedentos pelo álcool.
Receba-o como a um copo de água em dia quente de verão intenso.
Olha-o como uma criança e leve-o para brincar.
Brinque com o que é seu.
Descubra os cheiros, os gostos, sabores como se faz com uma taça de bom vinho.
Deguste, aprecie, se lambuze como se faz com o chocolate.
Vire, revire, coloque-o onde bem lhe convier.
Coloque-se sobre, sob, dentro.
É seu.
Toma-o, por favor!
Use-o de todas as formas possíveis de se usar, faça de todas as formas possíveis de se fazer, tome-o de todas as formas possíveis de se beber.
Por favor, é seu.
Toma-o!
E depois o deixe, exausto, pousar sobre o leito de lençóis, suor e molas.
Deixe-o repousar, dormir, morrer...
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