Suspiro!
Ver e querer rever.
Decorar cada movimento.
Como anda, senta, mexe os cabelos...
A cor das unhas, o brilho nos olhos, a tez suave...
Pensar em você.
Querer falar.
Ansiosa por tocar.
Tenho a boca seca de sede e não quero água!
Acordei perturbada.
Me deixa chegar, encostar, ouvir sua voz.
Vou escrever na pele branca que cobre meu corpo.
Vou escrever em tudo.
Cada centímetro de mim.
Quero ser livro pra você!
Vem me ler!
"... me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço..." CFA.
domingo, 31 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Dias de sol
Penso em ar.
Em águas.
Penso em tempo largo correndo no estreito da vida.
Em momentos de infância cheios de sorrisos.
Em amigos de terra e bicicletas.
Penso em avó em dia de domingo.
Colo de mãe em dia de corte no joelho.
Em conversa inventada de pai pra fazer dormir.
Irmãos correndo.
Penso em bola, patins, barbies e tênis.
Casas de portas abertas.
Risos de amigas em segredos de primeiros namorados.
Penso em mar...
Em quem aqui já não está pra boiar solto no oceano.
Castelos de areia.
A vida correndo desenvolta de peso e de tempo.
Penso no amor que tive e que nunca beijei.
Nos beijos roubados e nos que gostei.
Meninos e meninas pra todos os lados, de todos os lados.
Penso no que já vi e no que ainda vou ver.
Dias de sol, tardes de chuvas e noites de amor...
Falta - Setembro 2008
Tem um monte de coisas acontecendo aqui...
Existe um vazio.
Uma vontade de preencher sem poder.
Algo me tirando o lugar porque não está, não se encontra, não pertence.
Uma sensação de fim quando ainda é só o começo...
Uma angústia porque se quer engolir mesmo sendo a boca mil vezes menor do que a fome.
Mas hoje só poderia engolir o vazio, digerir a ausência e me satisfazer da sua falta...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Primeira - Setembro de 2008
Existem intensidades em mim que eu mesma desconheço.
Assusto-me com minhas possibilidades de sentir as coisas.
Parece que vou explodir e por vezes explodo.
Isso me é familiar, já explodi outras vezes, já fui fogos de artifício, uma avenca partindo, estive metafórica dando cambalhotas sem sabê-las...
Já me machuquei!
Agora antevejo que estou prestes a morrer de melancias, água e mexericas...
Estou diante de um mar que desconheço e não terei medo de me lançar.
Agora estarei à deriva sem nenhuma previsão de terra a vista.
E confesso que não tenho medo algum.
Não medo disso que se mostra real e lindo.
Não medo desta paixão!
Não medo disso que se mostra real e lindo.
Não medo desta paixão!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O que acontece!?
Tá tudo estranho aqui.
Tudo dói, lateja!
Grita.
Meus músculos contraem;
Meu maxilar endurece;
Minha cabeça pesa;
Meus olhos ardem.
Tudo em mim parece fora de compasso.
Agora tenho a sensação de que posso estourar no espaço quadrado que sou eu.
Tenho algo em mim que me corroe por dentro.
Algo estranho e ruim.
Não gosto disso que se passa aqui, mas não tenho meios de não sentí-lo.
Tudo parece tão errado.
O caminho errado, a escolha errada, eu errada!
O que se passa aqui me aperta cada centímetro do que sou em Ana e Flávia.
Mas quem sabe não é o habituar-me a essas escolhas.
O caber nessa nova roupa.
O encaixar nessa pessoa que não pode contar com ninguém mais se não ela mesma.
Tudo dói, lateja!
Grita.
Meus músculos contraem;
Meu maxilar endurece;
Minha cabeça pesa;
Meus olhos ardem.
Tudo em mim parece fora de compasso.
Agora tenho a sensação de que posso estourar no espaço quadrado que sou eu.
Tenho algo em mim que me corroe por dentro.
Algo estranho e ruim.
Não gosto disso que se passa aqui, mas não tenho meios de não sentí-lo.
Tudo parece tão errado.
O caminho errado, a escolha errada, eu errada!
O que se passa aqui me aperta cada centímetro do que sou em Ana e Flávia.
Mas quem sabe não é o habituar-me a essas escolhas.
O caber nessa nova roupa.
O encaixar nessa pessoa que não pode contar com ninguém mais se não ela mesma.
domingo, 17 de janeiro de 2010
O ato de...
Hoje sentada aqui nessa cama, que não é minha, que é sua, penso no que fui até um segundo atrás.
No que fui e como isso me faz o resultado disso que você vê quando olha pra trás sorrindo.
Porque se hoje estou aqui, em algum momento da minha vida, eu escolhi estar.
O destino existe, mas sempre nos dá opções, escolhas.
E o que fiz até então me trouxe até aqui, até você.
Mas ao mesmo tempo é preciso que eu me desapegue de tudo o que fui para que outra vez a vida se faça real e pulsante.
Não, meu amor, eu não vou embora!
Te amo. Muito.
Porém, algo tem que se perder nesse caminho do que fui para que eu comece a ser novamente.
Estive sempre ali por crer ser o melhor, mas talvez eu mesma não tivesse forças para seguir e peitar as durezas das minhas escolhas.
Hoje, confesso, estar um tanto perdida com meu lugar ou minha falta de lugar.
Acontece que sempre tive certezas, contudo certezas não existem e se quebram facilmente.
Desculpa, amor, mas eu tô perdida e não sei que rumo tomar.
Estou como um barco à deriva no mar aberto sem ventos a soprar e a água na proa não me sinaliza terra firme.
Mas você é meu único ponto de certeza!
E é pra você que vou correr, pra cá, pra sua cama, seu colo, seu cheiro, sua pele...
Porque lá fora tudo é infinito e tenho medo de multidão.
Minhas certezas se foram e agora não sei mais o que sei fazer, pra onde ir, o que oferecer.
Agora eu tenho que des-ser o que fui sem deixar de ser quem eu sou.
Vou ter que me reaprender sozinha e saber que não existem mais redes de proteção.
No que fui e como isso me faz o resultado disso que você vê quando olha pra trás sorrindo.
Porque se hoje estou aqui, em algum momento da minha vida, eu escolhi estar.
O destino existe, mas sempre nos dá opções, escolhas.
E o que fiz até então me trouxe até aqui, até você.
Mas ao mesmo tempo é preciso que eu me desapegue de tudo o que fui para que outra vez a vida se faça real e pulsante.
Não, meu amor, eu não vou embora!
Te amo. Muito.
Porém, algo tem que se perder nesse caminho do que fui para que eu comece a ser novamente.
Estive sempre ali por crer ser o melhor, mas talvez eu mesma não tivesse forças para seguir e peitar as durezas das minhas escolhas.
Hoje, confesso, estar um tanto perdida com meu lugar ou minha falta de lugar.
Acontece que sempre tive certezas, contudo certezas não existem e se quebram facilmente.
Desculpa, amor, mas eu tô perdida e não sei que rumo tomar.
Estou como um barco à deriva no mar aberto sem ventos a soprar e a água na proa não me sinaliza terra firme.
Mas você é meu único ponto de certeza!
E é pra você que vou correr, pra cá, pra sua cama, seu colo, seu cheiro, sua pele...
Porque lá fora tudo é infinito e tenho medo de multidão.
Minhas certezas se foram e agora não sei mais o que sei fazer, pra onde ir, o que oferecer.
Agora eu tenho que des-ser o que fui sem deixar de ser quem eu sou.
Vou ter que me reaprender sozinha e saber que não existem mais redes de proteção.
Haiti
Eu sei que está longe.
Está a muitos kilometros...
Se eu chegar da minha janela não vou ver.
Nem se eu apertar os olhos verdes vou ver.
Não há nada na minha vida, na minha rotina que se altere com isso.
Minha vida não vai deixar de seguir seu rumo;
Todas as manhãs vou acordar, levantar, tomar meu café e ir trabalhar.
Minha vida seguirá independente desse fato.
Eu vou viver até quando me for possível, até no dia em que eu parar e me for.
Mas mesmo assim certas coisas nos doem.
Nos forçam a repensar a vida, a pensar nas outras pessoas...
Imaginar que um dia poderemos estar no mesmo lugar, porque nada nos faz melhores ou piores que nada e nem ninguém.
A terra que treme ali pode muito bem tremer aqui;
O teto pode desabar sobre nossas cabeças.
Nosso telhado pode não ser exatamente de vidro, mas pode ir ao chão em um instante.
Nossa casa pode ser de tijolos, mas um sopro também pode jogá-la longe.
Não somos onipotentes!
Não somos pra sempre!
E o que acontece lá nos afeta aqui.
Me afeta aqui, dói aqui.
E nessas horas repenso tudo...
Está a muitos kilometros...
Se eu chegar da minha janela não vou ver.
Nem se eu apertar os olhos verdes vou ver.
Não há nada na minha vida, na minha rotina que se altere com isso.
Minha vida não vai deixar de seguir seu rumo;
Todas as manhãs vou acordar, levantar, tomar meu café e ir trabalhar.
Minha vida seguirá independente desse fato.
Eu vou viver até quando me for possível, até no dia em que eu parar e me for.
Mas mesmo assim certas coisas nos doem.
Nos forçam a repensar a vida, a pensar nas outras pessoas...
Imaginar que um dia poderemos estar no mesmo lugar, porque nada nos faz melhores ou piores que nada e nem ninguém.
A terra que treme ali pode muito bem tremer aqui;
O teto pode desabar sobre nossas cabeças.
Nosso telhado pode não ser exatamente de vidro, mas pode ir ao chão em um instante.
Nossa casa pode ser de tijolos, mas um sopro também pode jogá-la longe.
Não somos onipotentes!
Não somos pra sempre!
E o que acontece lá nos afeta aqui.
Me afeta aqui, dói aqui.
E nessas horas repenso tudo...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Cinematográfica
Vem ver filmes comigo.
Vem partilhar momentos, risadas, falas...
Vem tomar sua cerveja que eu lhe peço pra abrir meu vinho.
Vem sentar comigo no sofá pra duas...
Nós apenas.
De dou de ver, beber, comer.
Não importa se derramar, se sujar um pouco.
Vem fazer um filme, olhar a tela, se desvencilhar dela...
Vem contar uma história.
Ou apenas ouvir uma.
Estudar comigo a fotografia da luz da lua lá fora que invade aqui dentro e faz a pele branca brilhar.
Pensar numa sonoplastia que inspira e exala concreta e verdadeiramente o som que pulsa aqui dentro.
Vem dirigir a atriz.
Criar um roteiro pra essa vontade tamanha.
E depois abrindo caminho vem pra dentro desse seu lugar de meu lugar nesse nosso lugar.
Vem até não mais aguentar, até querer explodir linda, cinematográfica...
Assinar:
Postagens (Atom)




