domingo, 26 de julho de 2009

Uma música que me ocorreu...

Foi durante uma daqueles noites, um daqueles momentos que se eternizam na memória.
Desses momentos que você sabe que, se o mundo acabasse, teria valido a pena!
Momentos recheados de imagens lindas, com sons sensacionais e cheiros inebriantes...
Foi num intervalo... numa pausa desse instante que me ocorreu Caetano!


Nosso estranho amor
Caetano Veloso

"Não quero sugar todo seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor

Ah! Mainha deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar e sigamos juntos
Ah! Neguinha deixa eu gostar de você
Prá lá do meu coração não me diga
Nunca não

Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valem dramáticos efeitos
Mas o que está depois

Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor"

PS: Não que seja estranho, porque não é. Mas é que combina com meu jeito... nós fomos feitas muito pra nós duas... e é claro que me importa com quem você se deite... Então, deite-se aqui comigo... Meu amor!

sábado, 25 de julho de 2009

Agridoce

Minha cara senhora,

Já faz um tempo que não lhe apareço por estes meios.
O tempo passa e certos costumes dos começos se perdem nos meios.
Realmente a vida nos atropela, torna banal e corriqueira as coisas preciosas da vida.
Contudo, não é meu desejo deixar morrer nada do que foi encanto em nosso primeiro conhecer e por este motivo e também por outros tantos, venho através deste singelo recado lhe deixar meu humilde versinho que se segue ao lado:

Doces seriam os beijos vindos de sua boca, amada senhora,
todos os dias de minha vida.
Porém, nem só de doçuras se faz a vida!
Esta se faz amarga muitas vezes.
Mas mesmo assim, só são doces os beijos de seus lábios diante do amargo de dias tristes.
Bebamos, então, o doce da vida sabendo que também é necessário que se coma o sal.
A amo agri-docemente por todos os dias até meu último suspiro.
E, também, a amo simplesmente!

Acho Chic!

Ai, Jesus!
Eu fui.
Vi.
E eu gostei!

Viva a Noite Preta!!!
Acho chic.

O dia dela... 22 do mês!

Para você que, de todos os presentes do mundo, é o mais belo e mais caro para mim.
Hoje festejo seus 27... Exatos 11 dias depois dos meus 31 feitos.
Eu câncer e você leão.
Leão?

E festejo na verdade mais que isso!
Festejo a alegria de lhe ter todos os dias ao seu lado...
... de todos os seus beijos na minha boca pousado...
... de todos os sabores e cores que a mim você tem proporcionado.
Festejo sua chegada ao mundo com a alegria dos apaixonados pela vida!
E festejo esse encontro... Simplesmente, te festejo, meu amor!
E te desejo sorrisos intensos, dias de sol e um horizonte amplo, com céus de brigadeiros pela frente...
Te amo!

domingo, 19 de julho de 2009

Procura-se um lugar


Estou de mudanças.
Vou arrumar minhas coisas, meus cds, DVDs, livros, minhas roupas, sapatos, meu jogo de jantar, copos, canecas, roupas de cama e banho.
Meu prazo é até Setembro.
Preciso encontrar um lugar meu, um lugar pra chamar de meu!
Não me importo em dividí-lo com outro alguém. Desde que esse outro alguém queira estar comigo em casa... nas horas boas e ruins. Que saiba estar com uma pessoa assim: cheia de altos e baixos... momentos de euforia e outros de silêncios infindos... Que muitas vezes dorme extremamente tarde, porque precisa e outras acorda cedo demais porque desperta com ideias mirabolantes na cabeça pensante.
Trabalho muitos finais de semana e outros não faço nada!
Gosto de não fazer nada!
Posso não fazer nada?

Estou agora olhando imóveis para uma pessoa móvel.
Lugar seguro pra alugar já que ainda não posso comprar.
Casa pra morar.
Acho melhor sozinha, mas se acontecer de alguém aparecer... A casa tá aberta!
E a conta é metade metade!!!
Justo.
Se alguém quiser, souber e quiser: Procura-se um lugar!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Uma de amor

“Meu coração parece um cavalo novo
com fogo nas patas,
correndo em direção ao mar!
OH, vida, farpa de madeira intensa!
Eu queria a natureza mais doce, mas a
Natureza não é doce.Os frutos é que são!”
Grace Passô

É preciso que eu comece devagar, de forma lenta e gradual. Já faz algum tempo que não me sento aqui, pelo menos não com este objetivo: o de escrever sobre algo ou alguém... Houve um tempo em que estar aqui era uma ação cotidiana, corriqueira, era um prazer quase orgástico poder colocar palavras no papel branco, ia transformando tudo em cenas, em ações, em luz e palavras. Mas alguma coisa aconteceu no meio do meu caminho, se perdeu e, aos poucos fui, como gosto de dizer, me tornando pedra. Poucas vezes na vida me vi pedra. É muito doloroso ser pedra. Assim como é deixar de ser.

De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,não é a bola bonita caminhando
solta no espaço.
.”

Adélia.

Queria aqui fazer uma carta que fosse algo inédito, impensado, extraordinário. Mas na verdade o que vai acontecer aqui é apenas uma repetição quase enfadonha do que todos nós já sabemos. Hoje eu estou fazendo judô. Por que achei que precisava. Fazer uma luta. Dar umas porradas. Na verdade o que acontece é que eu estou apanhando... Muito. Mas isso é bom, porque não é o que eu achei que ia ser. Eu estou naquela fase de “aprender a cair”. O que é bom? A filosofia é boa. Estou aprendendo a me levantar. A suportar as porradas, os golpes, os abacates na minha cabeça, os socos no peito, as despedidas, as perdas. Mas ainda choro muito por tudo isso, diante de tudo isso. É, não sou assim tão forte, mas tenho me habituado a levar porradas. E isso não quer dize que elas não doam. Cada dia mais elas doem mais. O que acontece é que gente é um bicho muito engraçado, tem sempre a possibilidade de correr. Mas eu escolhi esperar a porrada vir. Ela sempre vem mesmo. E correr de porrada pode cansar mais do que levar porrada e cair. Até porque o que realmente dói é levantar.

Uma vez eu escrevi um texto que falava de uma moça que ia dar a primeira cambalhota da sua vida. Ela dizia assim: “Sabe que a coisa é mais complicada do que parece, exige muito do ser humano dar a sua primeira cambalhota. É um compromisso muito sério com sua mente e corpo. Bom, teoricamente a cambalhota pode ser explicada da seguinte forma: você se agacha, encosta o queixo no peito, impulsiona com os pés levando o corpo para frente e... Deixa rolar. Pronto você deu uma cambalhota. Contudo, se isto não for feito com uma precisão absurda seu trajeto poderá ser desastroso, levando-o a ter uma dor nas costas, cabeça, sem falar a vergonha que terá passado por ter dado ao mundo a pior cambalhota de sua vida. Assunto sério esse de cambalhota. Você não acha?”

Um dia uma moça veio e me perguntou “Por que eu faço teatro?”, neste dia eu parei. Neste dia eu comecei a virar pedra. Eu estava vazia de sentido. Então, fui colocando em ações desordenadas e frenéticas, pequenas células do meu universo que desmoronava. Ainda bem que o amor existe! Tem certas coisas que acredito mais do que na minha própria existência. Amor é uma ação, pensei outro dia, amar. Sua existência causa uma ação em mim. Reorganiza e provoca caos. Mas acima de tudo acalma com sua ação-presença. A importância disto é inexplicável. É quase uma dor tão profunda que chega a ser imperceptível. Deixar de ser pedra é um ato doloroso, é sofrer as conseqüências das ações de outros sejam elas boas ou ruins.

Hoje eu estou fazendo judô. Por que achei que precisava. Na verdade o que acontece é que eu estou apanhando... Muito. Mas isso é bom. É ação. Como cair e levantar; como amar. Até por que acho que quase tudo que faço é ação, agir ou sofrer ação.

O que eu estou fazendo aqui agora sentada na frente deste computador escrevendo? Tentando deixar de ser pedra. Tendo fé, correndo, batendo, levando porrada, latindo, batendo palmas, deixando o fogo nas minhas patas me levar até o meu jardim. Querendo ser farpa de madeira intensa para achar uma vez ao menos a resposta que me falta. E neste ato principal desta carta de amor que me presto a escrever só espero sofrer ação justa, de igual força e direção. Porque sua ação me acalma.

“Cuidado com o que planta no mundo!

O que planta no mundo!

Cuidado com o que toca;

Com a capacidade que gente tem de se envolver com as coisas.

Não adianta fingir que não sente.

Gente sente tudo!

Se envolve com tudo! Tudo!”

Grace Passô

domingo, 12 de julho de 2009

3 + 1 nem sempre é 4...

Hoje dia 12 de Julho... acordei e passei dos trinta!

Aí comecei a pensar nas 3 coisas que não tem volta:
A flecha lançada.
A palavra pronunciada.
A oportunidade perdida...

E depois pensei que tem mais coisas... mas 1 em escrevo aqui:
A casa dos vinte depois dos trinta... isso não volta!!!

Ainda bem!!!
Amo meus 31.


PS: Fim do inferno astral!!! UFA!!!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Do fundo do Baú! Sensacional...


Diretamente do fundo do baú dos anos 80: Information Society!!!
Fala sério!? Até arrepio...
Muitas músicas fizeram parte de muitos momentos nessa vida, com certeza!
Eu vou demais da conta!!!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Coisa verde que toma a gente.

Dor de Cotovelo
Composição: Caetano Veloso

O ciúme dói nos cotovelos,
na raiz dos cabelos,
gela a sola dos pés.

Faz os músculos ficarem moles,
e o estômago vão e sem fome.
Dói da flor da pele ao pó do osso.
Rói do cóccix até o pescoço
Acende uma luz branca em seu umbigo,
Você ama o inimigo e se torna inimigo do amor.
O ciúme dói do leito à margem,
dói pra fora na paisagem,
arde ao sol do fim do dia.

Corre pelas veias na ramagem,
atravessa a voz e a melodia.

domingo, 5 de julho de 2009

Tô lendo... e deixo um trecho pra compartilhar...

"(...), por alma não devemos entender nenhuma outra ordem distinta do corpo. A necessidade de uma dualidade que gera o termo"alma" se encontra nessa capacidade humana de optar entre cumprir ou transgredir. A alma seria parte do corpo, sua parte transgressora. Seria este o nome que se busca dar à presença de um elemento evolucionário do próprio corpo que, por um lado nos impões uma conduta rígida e comprometida com sua forma de ser, mas que, de tanto em tanto, com maior ou menor importância, trai a si mesma e se reconstrói".

(A Alma Imoral: traição e tradição através dos tempos, Nilton Bonder. Rio de Janeiro; Rocco; 1998; pág 15)