"(...), por alma não devemos entender nenhuma outra ordem distinta do corpo. A necessidade de uma dualidade que gera o termo"alma" se encontra nessa capacidade humana de optar entre cumprir ou transgredir. A alma seria parte do corpo, sua parte transgressora. Seria este o nome que se busca dar à presença de um elemento evolucionário do próprio corpo que, por um lado nos impões uma conduta rígida e comprometida com sua forma de ser, mas que, de tanto em tanto, com maior ou menor importância, trai a si mesma e se reconstrói".
(A Alma Imoral: traição e tradição através dos tempos, Nilton Bonder. Rio de Janeiro; Rocco; 1998; pág 15)
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