Poderia falar de tantas coisas.
A música está na minha vida há mais tempo do que eu mesma.
Poderia começar pelas batidas do coração, a respiração, líquidos, conversas.
Não seria isso música?
Ou então falar de minhas intermináveis aulas de Ballet com direito a pianista ao vivo.
A música está na minha vida há mais tempo do que eu mesma.
Poderia começar pelas batidas do coração, a respiração, líquidos, conversas.
Não seria isso música?
Ou então falar de minhas intermináveis aulas de Ballet com direito a pianista ao vivo.
Ou minha descoberta apaixonada por Villa Lobos e a Bachiana N° 5.
Prefiro quartos escuros, músicas lentas.
Prefiro quartos escuros, músicas lentas.
De preferência sem letras que me remetam a histórias de outras histórias.
Porque se compreendo, me concentro e aí não divago.
Não busco o entendimento preciso contido naquilo que ouço.
Preciso me perder no que ouço.
Preciso construir imagens, me tele-transportar para outras histórias.
É quase um movimento esquizofrênico.
Sou eu e minhas outras tantas vidas.
Gosto daquela música, daquele cd que tem aquela capa.
Aquela, que tem uma mulher tampando a boca com o vestido ensangüentado.
Uma capa vermelho sangue.
Deito-me no escuro, coloco a música em uma altura que os sons do mundo ficam do lado de fora do meu mundo.
Porque se compreendo, me concentro e aí não divago.
Não busco o entendimento preciso contido naquilo que ouço.
Preciso me perder no que ouço.
Preciso construir imagens, me tele-transportar para outras histórias.
É quase um movimento esquizofrênico.
Sou eu e minhas outras tantas vidas.
Gosto daquela música, daquele cd que tem aquela capa.
Aquela, que tem uma mulher tampando a boca com o vestido ensangüentado.
Uma capa vermelho sangue.
Deito-me no escuro, coloco a música em uma altura que os sons do mundo ficam do lado de fora do meu mundo.
Eu e a música.
Eu a Margot.
Sou eu ali tampando a boca em meio ao sangue.
Sou eu ali tentando dizer alguma coisa que não pode ser dita.
Margot/Margarida.
É neste momento em que começo a dançar.
Estou de olhos fechados, deitada, no escuro.
Danço.
Imagino.
Vivo aquilo o que está me acontecendo.
Esquizofrênica, imaginando histórias inenarráveis, ansiando por verdades...
Eu a Margot.
Sou eu ali tampando a boca em meio ao sangue.
Sou eu ali tentando dizer alguma coisa que não pode ser dita.
Margot/Margarida.
É neste momento em que começo a dançar.
Estou de olhos fechados, deitada, no escuro.
Danço.
Imagino.
Vivo aquilo o que está me acontecendo.
Esquizofrênica, imaginando histórias inenarráveis, ansiando por verdades...

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