Há tempos algo não me tirava tanto do lugar como o acontecimento da passagem do meu cumpadre Leléo. Hoje me vejo aqui revirando coisas, pesamentos, acontecimentos, histórias, momentos... Razões pelas quais não se explica a vida, mas pelas quais vale a pena se viver.
Não há muito o que justificar, eu fico pensando...
Pq seja lá como e com qual intensidade, já foi vivido.
Ontem me peguei pensado em como nos enganamos com as verdades absolutas e como elas podem nos dizer nada de coisa alguma ao mesmo tempo.
Pq nada é tão certo que não possa estar totalmente errado, não é!?
Buscamos sempre o melhor caminho e por vezes ele pode estar no caminho errado do outro, mas nem por isso ele deixa de ser certo.
Certo!?
Juízos de valores não cabem aqui em mim agora. Não nesse monento em que sou completamente invadida por tudo o que é memória de uma história compartilhada e partida pelo que hoje me parece pequeno diante do inevitável da morte.
Essa certeza absoluta, inquestionável!
E mesmo ela, a morte, pode ser questionável pq acredito que ainda existe um outro lugar...
A história não termina aqui.
Me pergunto muitas vezes: - Pq vim? Qual é o meu lugar nesse conto...? Qual é o meu papel nessa peça?
Acho que talvez, num segundo final eu venha a ter a resposta...
Agora não adianta forçar resposta, nem quebrar a cabeça tentando encaixar as peças.
... Como será não ter mais o peso do corpo na alma!?
Ah, tá aí uma coisa que meu cumpadre deve ter curtido, a sensação de ser livre!
Até pq ele já o era!
EVOÉ, Leléo!
... não termina por aqui...

Adorei.
ResponderExcluirTambém me pergunto muitas vezes qual o objectivo da vida, é uma coisa muito questionavel, e acabo sempre a pensar se sou substituivel, como uma peça qe já está velha..